França x Alemanha: Racismo atinge jogadores após semifinal da Copa Mundo 2026
Racista ataque aos jogadores franceses após semifinal da Copa Mundo 2026 expõe tensos debates e críticas internas na Europa.
A semifinal da Copa do Mundo, que coloca França e Alemanha em campo na terça – feira (14), promete um confronto de gigantes no futebol mundial.
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No entanto, o cenário esportivo é acompanhado por uma intensa discussão sobre racismo contra os atletas franceses. Autoridades dos dois países se uniram para marcar a edição desta competição desde seus primeiros momentos — algo incomum nos bastidores das grandes disputas globais.
Racismo atinge jogadores após semifinais
O ex – primeiro – ministro espanhol Mariano Rajoy escreveu em artigo criticando abertamente que “seleção francesa de futebol [é] sem franceses”.
A crítica adicionou peso o comentário da senadora paraguaia Celeste Amarilla, quando ela direcionou insultos racistas contra Kylian Mbappé durante uma participação no programa É de Manhã, transmitido pela Rádio Brasil de Fato.
Análise sobre ataques preconceituosos
Diogo Xavier, historiador e professor especialista na área, avaliou a situação ao comentar os episódios. Ele apontou como perniciosa é a forma como muitos tratam esses atos: por estarem ligados ao futebol, são frequentemente encarados apenas como “brincadeira”, mesmo sendo ofensivos em sua essência.
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“É muito comum que o ataque racial seja visto só como brincadeira,” criticou ainda Xaviera. O acadêmico citou um canto da torcida argentina — uma música dizendo que jogadores franceses vêm de Angola —, classificando – o também como pura ignorância histórica porque Angola foi colônia portuguesa e não francesa no contexto histórico do colonialismo francês.”
A origem interna dos ataques racistas
Segundo Xavier, a raiz desse tipo de preconceito é bastante impulsionada por movimentos internos na própria França: os grupos ligados à extrema direita política. Ele explicou que essa representação manifesta visões muito racistas dentro do país.
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“O problema vem primeiro de dentro,” afirmou o historiador sobre esse cenário político interno da Francia. “Essa negação se volta contra pessoas negras descendentes de africanos em relação com sua identidade nacional”. Os dados mostram um contraste significativo nos jogadores franceses; 23 deles são descendentes de povos vindos das ex – colônias e nasceram no território francês, dos quais há total de 26 atletas defendendo a equipe.”
A lógica inclusiva por trás do futebol parisiense
Xavier ressaltou que essa realidade é fruto complexo do processo histórico colonial presente diversos países europeus. Contudo, ele destacou como o sistema esportivo na França criou mecanismos para identificar e impulsionar esses talentos.
“Existe em Paris um projeto chamado clubes de bairro na periferia,” explicou ainda Xaviera ao detalhar esse mecanismo local. “É justamente isso que faz com que quando a seleção francesa vai começar uma Copa do Mundo ela faça aquela foto institucionalizada dos jogadores vestidos nas camisas de seus respectivos clubes.”
A afirmação da identidade nacional
O historiador concluiu sua análise comparando essa lógica à realidade brasileira: “Se tem algo que nós perdemos foi exatamente esta ideia, o conceito dos clubes de bairro capturando atletas por todos os cantinhos do nosso país.” Ele reforçou seu ponto sobre diversidade e pertencimento.
“Os descendentes estão na selecão porque são melhores,” resumiu Diogo Xavier. “É importante dizer isso; eles não só são superiores aos brancos como também *são*, sim, franceses”. O programa É de Manhã transmite essas análises semanalmente pela Rádio Brasil de Fato.”