França registra temperatura recorde de 30°C em 24 horas e cidades superam 44°C

A nova onda de calor na França não apenas quebra recordes históricos, mas também gera crises de saúde e afeta a infraestrutura e a economia do país

Uma mulher na Praça do Trocadéro, perto da Torre Eiffel, enquanto as temperaturas sobem em Paris durante uma segunda onda de calor que afeta grande parte da França

A França atingiu nesta quarta-feira, 24 de agosto de 2026, a temperatura mais alta já registrada desde o início das medições meteorológicas, há quase oito décadas. O Météo-France, serviço nacional de meteorologia do país, informou que a média de temperatura durante um período de 24 horas foi de 30°C, superando o recorde anterior de 29,9°C estabelecido no dia anterior.

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Diversas localidades, incluindo Paris, vivenciaram temperaturas que ultrapassaram os 40°C.

Temperaturas Extremas e Consequências

De acordo com dados do Météo-France, a cidade de Palluau, localizada a cerca de 450 quilômetros a oeste-sudoeste da capital francesa, registrou impressionantes 43,8°C. O pico foi ainda mais alarmante na cidade de Pissos, no sudoeste do país, onde os termômetros atingiram 44,3°C.

As altas temperaturas têm causado sérios problemas de saúde: pelo menos 48 indivíduos buscaram maneiras de se refrescar do calor intenso e duas crianças pequenas faleceram após ficarem trancadas dentro de um veículo.

Em resposta ao calor extremo, muitos franceses têm se jogado em canais e rios na tentativa de encontrar alívio. A ministra do Esporte da França,Marina Ferrari, reconheceu a necessidade das pessoas em escapar do calor, mas ressaltou os riscos envolvidos em nadar em locais não autorizados ou considerados perigosos.

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Impactos na Economia e Infraestrutura

A geração elétrica no país também foi afetada pela onda de calor. As usinas nucleares, responsáveis por uma parcela significativa da eletricidade consumida na França — cerca de 7% da demanda total na quarta-feira — enfrentaram dificuldades devido à limitação do acesso à água utilizada para resfriamento.

Em Paris, a população lidou com condições insuportáveis, especialmente aqueles que residem em apartamentos mal preparados para enfrentar altas temperaturas e que passaram noites sem dormir.

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Além disso, o transporte ferroviário foi prejudicado: diversos trens foram cancelados, incluindo rotas entre Paris e Bruxelas. O impacto econômico da onda de calor também é notável. Patrick Martin, presidente da Medef (Movimento das Empresas da França), declarou à BFM TV que “a França está funcionando em ritmo lento”.

Ele comentou que as empresas estão adotando medidas sempre que possível para proteger seus funcionários.

A onda de calor que afeta a Europa atualmente é atribuída a um padrão climático conhecido como “Omega”, caracterizado por uma massa de ar quente centralizada entre áreas com ar mais frio em ambos os lados. Este fenômeno tem contribuído para a elevação contínua das temperaturas nos últimos dias.