A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) intensifica esforços para derrubar vetos ao seguro rural, buscando aliviar o endividamento dos produtores. Descubra os detalhes dessa luta!
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) tem como foco principal a derrubada dos vetos ao seguro rural na retomada das atividades do Congresso Nacional. A bancada busca eliminar o dispositivo que permite o contingenciamento dos recursos, argumentando que a falta de subvenção federal aumentou o endividamento dos produtores na última safra.
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Essa pauta foi discutida em uma reunião da FPA na terça-feira (3) e foi apresentada em uma coletiva de imprensa pelo presidente da bancada, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR). Ele destacou que o governo federal não alocou recursos para o seguro rural na última safra, transferindo todo o custo para os produtores.
“No último plano safra, não recebemos nenhum real de subvenção de seguro rural do governo federal. Os produtores estão recebendo boletos em suas residências, cobrando o pagamento de uma subvenção que deveria ser responsabilidade do governo”, afirmou Lupion durante a coletiva.
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O deputado também respondeu a comentários do Ministério da Agricultura, que atribuíram à FPA a culpa pela falta do seguro. “O secretário de Política Agrícola fez uma declaração infeliz, dizendo que a responsabilidade era da FPA por não derrubar o veto ao seguro rural, o que é uma acusação sem fundamento”, enfatizou.
De acordo com Lupion, a FPA defende um investimento entre R$ 3,5 bilhões e R$ 5 bilhões para assegurar uma cobertura mínima da safra. “Se tivéssemos um seguro rural efetivo, não estaríamos enfrentando o endividamento atual e os problemas sérios no Rio Grande do Sul e em outras regiões afetadas por intempéries”, destacou.
Além do seguro rural, a FPA também prioriza a derrubada do veto à ampliação do prazo para regularização de imóveis na Faixa de Fronteira, que foi aprovado quase por unanimidade no Congresso. Lupion mencionou que não houve divergências políticas sobre o tema, apenas uma justificativa técnica da Advocacia-Geral da União (AGU).
O presidente da FPA alertou para os impactos imediatos da manutenção do veto e ressaltou que a falta de seguro rural e uma política de renegociação mais abrangente agravaram a crise financeira no setor agrícola. “Os produtores precisam ter a possibilidade de renegociar suas dívidas, mas atualmente isso é quase impossível devido às altas taxas de juros”, afirmou.
Lupion também mencionou que a FPA apresentou uma proposta ao governo, no Fundo Social, de cerca de R$ 30 bilhões para solucionar o problema, mas essa proposta foi rejeitada.
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Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.