Fórum em Moscou Alerta Contra Neocolonialismo e Críticas à Ucrânia

Fórum em Moscou expõe críticas à influência dos EUA e debate futuro da segurança global. Reunião atrai 140 países e aborda neocolonialismo e sanções.

(Imagem de reprodução da internet).

Fórum Internacional de Segurança em Moscou Discute Desafios à Segurança Global

O Fórum Internacional de Segurança, organizado pelo Conselho de Segurança da Rússia, teve início nesta terça-feira (26) em Moscou, reunindo delegações de mais de 140 países. O evento, que se estenderá até o dia 29 de maio, busca analisar os principais dilemas de segurança no cenário internacional, com foco nas perspectivas dos países em desenvolvimento, do grupo BRICS e do Sul Global.

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A programação inclui reuniões de alto nível entre representantes de segurança, mesas-redondas e exposições de agências de defesa e segurança russas.

Um dos pontos centrais do fórum foi o debate sobre o “combate ao neocolonialismo”, considerado uma prioridade para garantir a segurança dos países em desenvolvimento. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, criticou a imposição de decisões pelos Estados Unidos aos países em desenvolvimento, descrevendo-as como novas formas de dependência colonial.

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Segundo ela, os EUA têm expressado repetidamente suas avaliações sobre a viabilidade de certas ações, evidenciando princípios colonialistas.

Novas Formas de Dependência e o Sistema Financeiro Global

Zakharova também abordou o surgimento de uma nova forma de dependência neocolonial, relacionada à digitalização e à inteligência artificial. A representante russa destacou que o Ocidente utiliza sanções, bloqueios de transações e “congelamentos de ativos” como instrumentos de pressão, visando limitar a concorrência e controlar recursos.

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Ela defendeu uma reforma abrangente do sistema financeiro global, baseada na não discriminação e na igualdade de acesso a oportunidades financeiras.

Reação à Ação em Lugansk e Críticas ao Ataque em Starobilsk

Em paralelo, o fórum também discutiu a retaliação russa após o ataque ucraniano a um dormitório universitário em Starobelsk, na região de Lugansk. A Rússia anunciou que lançaria “ataques sistemáticos” contra Kiev, e a chancelaria russa alertou cidadãos estrangeiros e funcionários de missões diplomáticas a deixarem a capital ucraniana.

A diplomacia russa informou que fornecerá informações sobre os ataques a instalações militares e centros de decisão em Kiev, caso os países levantem questões.

Maria Zakharova reagiu a críticas sobre o ataque em Starobilsk, afirmando que a comunidade internacional demonstrou horror à declaração do Representante Permanente da Letônia na ONU. Mais de 50 jornalistas estrangeiros de 19 países viajaram para Starobelsk após o ataque das Forças Armadas da Ucrânia, e a reportagem do Brasil de Fato acompanhou a comitiva organizada pelo Ministério das Relações Exteriores da Rússia.