Fortaleza se prepara para o inovador projeto Cuidando em Casa, que promete transformar a vida de idosos em comunidades vulneráveis. Descubra como!
Famílias da comunidade periférica do Conjunto Palmeiras, que apresenta o menor índice de desenvolvimento humano em Fortaleza, receberão a visita de profissionais de saúde e assistência social. O objetivo é realizar triagens e implementar um projeto-piloto nacional de atendimento domiciliar para idosos, denominado Cuidando em Casa.
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Os atendimentos estão previstos para começar em abril de 2026 na capital cearense.
Além de Fortaleza, as cidades de Juazeiro (BA) e Colombo (PR) também participarão da fase inicial do programa, que terá um foco especial nas comunidades atendidas. Outra localidade que será beneficiada é a Barra do Ceará, que possui a maior quantidade de pessoas com mais de 65 anos na capital.
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A vice-prefeita de Fortaleza, Gabriella Aguiar, que é geriatra, destacou a situação de muitos idosos acamados nessas comunidades. Frequentemente, os filhos precisam trabalhar e, embora deixem água e comida, não conseguem garantir que os idosos se alimentem adequadamente.
O projeto piloto contará com recursos do governo federal, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica). O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, explicou que a iniciativa visa aumentar a autonomia dos idosos e aliviar a carga de cuidados, que geralmente recai sobre mulheres.
A secretária nacional de Cuidados e Família do ministério, Laís Abramo, ressaltou que a experiência em três cidades permitirá aprimorar a proposta para todo o Brasil. A intenção é que o atendimento domiciliar se integre de forma estruturada ao serviço de proteção social básica.
Em Fortaleza, a população idosa é composta por 365 mil pessoas, representando 15% do município, sendo que 65% estão em situação de vulnerabilidade, conforme a vice-prefeita.
De acordo com a coordenadora especial da pessoa idosa, Vejuse Alencar, muitas cuidadoras também são idosas e serão acolhidas pelo programa. As ações serão realizadas de forma multidisciplinar, com o apoio das unidades básicas de saúde e centros de referência de assistência social.
As representantes do município reconhecem os desafios na implementação de um projeto dessa magnitude, mas acreditam que iniciativas como o Cuidando em Casa podem resultar em economia para o sistema público, reduzindo internações e prevenindo doenças.
Autor(a):
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.