Fórmula 1 Amplia Parceria com Disney e Marcas Populares

Fórmula 1 e Disney consolidam aliança estratégica impulsionando novas experiências para as gerações futuras.

Lando Norris conquistou a pole position no GP da Holanda de Fórmula 1, à frente de George Russell e Kimi Antonelli.

A Fórmula 1 tem usado o esporte como uma plataforma poderosa para conectar grandes marcas a públicos apaixonados, transformando parcerias em estratégicas ferramentas de engajamento emocional e crescimento comercial.

Especialistas apontam que essa união beneficia ambas as partes ao diversificar bases consumidoras. O setor percebe um aumento na busca por experiências narrativas — indo além do produto físico —, algo crucial especialmente no diálogo com novas gerações e seus pais

Parceria entre Marcas Gigantes e Esportes

Para Thales Rangel Mafia, gerente de marketing da Multimarcas Consórcios, associar o esporte à marca não é apenas uma tática para atrair novos consumidores; trata – se também de se posicionar junto a esses públicos através de forte apelo emocional.

Essa estratégia já foi vista em ações anteriores: ainda em meados de 2025, ocorreu um lançamento promocional envolvendo McDonalds. Foi lançado o McMenu “F 1 – O Filme”, que incluía lanches com edições limitadas contendo miniaturas dos carros disponíveis no filme e inspirada nas cores do restaurante

“A F 1 se modernizou,” observou Joaquim Lo Prete, general manager da Absolut Sport Brasil. Ele destacou como os conteúdos — especialmente aqueles focando nos bastidores e novas experiências para o público —, são fundamentais tanto na escalada das audiências quanto na geração de receitas.

O foco estratégico em públicos jovens

Da TV ao engajamento digital. Essa tendência é reforçada por movimentos recentes dentro da própria modalidade esportiva. A iniciativa segue a filosofia implementada há anos: conversar diretamente com um consumidor mais jovem do que nunca antes visto no mercado motorizado

Um divisor fundamental nesse comportamento foi, sem dúvida, o lançamento mundial da série Drive To Survive pela Netflix em 2019. Além disso, parcerias atuais também se concentram intensamente nos canais digitais voltados para esse público.

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Os números confirmam essa mudança de perfil dos fãs. Segundo dados divulgados pela Liberty Media, na Europa e EUA existem cerca de quatro milhões de fães acompanhando F 1 entre os grupos etários de oito e doze anos idade; além disso, aproximadamente quarenta por cento dos seguidores nas redes Instagram têm menos de vinte e cinco anos

Dados demográficos mostram rejuvenescimento

A média de idade da audiência acompanha a tendência: ela caiu significativamente em termos gerais — passando de 36 anos para apenas 32 anos. Os torcedores que comparecem presencialmente às corridas também se tornaram mais jovens.

Os dados apontam um crescimento expressivo. Houve aumento de vingt – et – un% nos fãs com até 25 anos durante os períodos específicos de dois mil e vinte e um, bem como dois mil e vinte e dois; já as transmissões esportivas registraram uma elevação na audiência entre o público faixa etária dos trinta cinco anos ou menos, totalizando quarenta e quatro por cento no acumulado quinquenal (de duas mil e dezoito a dois mil e vinte e dois.

“A aproximação das grandes marcas ao universo esporte é baseada em comportamento,” analisa Bruno Brum, CMO da Agência End to End. Ele explica que para empresas ativando nesse segmento — especialmente aquelas ligadas à infância —, o futebol representa “uma ponte direta” capaz de dialogar com novas gerações.