Novas Formandas Incorporadas às Forças Armadas em Marco Histórico
Na segunda-feira, 2 de março de 2026, um novo capítulo foi escrito na história das Forças Armadas. Em um momento que celebra o Dia Internacional das Mulheres, as mulheres finalmente foram admitidas no Smif (Serviço Militar Inicial Feminino), marcando uma mudança significativa na estrutura das instituições.
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A cerimônia, realizada no Comando Militar do Planalto em Brasília (DF), contou com a presença do Ministro da Defesa, Múcio, além do General Tomás Paiva, comandante geral do Exército, e do Almirante Aguiar Freire, chefe do Estado-Maior Conjunto.
O Ministro Múcio expressou a importância do evento, destacando que se tratava de uma “vitória para as Forças Armadas” e que havia “futuras generais” entre as recruta.
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Detalhes da Incorporação
Um total de 1.467 mulheres ingressaram nas Forças Armadas de forma conjunta e voluntária, com o objetivo de prestar serviço em 13 estados brasileiros e no Distrito Federal. As vagas foram distribuídas entre as três forças: 157 para a Marinha, 1.010 para o Exército e 300 para a Aeronáutica.
A incorporação ocorreu simultaneamente à tradicional cerimônia masculina, com as mulheres assumindo a graduação de marinheiro-recruta (Marinha) e soldado (Exército e Força Aérea).
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Formação e Desempenho
A formação básica das voluntárias tem duração de 3 ou 4 meses, dependendo da Força Armada. Durante esse período, elas passarão por um processo de adaptação à rotina militar, que inclui horários rigorosos, treinamento físico, instrução no manuseio de armamentos, serviço de guarda no quartel, ordem unida e atividades de campo de treinamento.
Após a formação, as incorporadas desempenharão atividades administrativas e operacionais, com funções definidas com base em seu perfil e aptidão.
Equivalência e Benefícios
A capacitação e as atividades desempenhadas pelas mulheres serão equivalentes às dos homens, assim como os benefícios. O Smif terá duração de 12 meses, podendo ser prorrogado temporariamente por um ano, se houver demanda de militares temporários e se a militar tiver interesse.
Ao término do vínculo, as voluntárias deixarão o serviço ativo e passarão para a reserva não remunerada, sem direito à estabilidade.
Perspectivas e Desafios
Atualmente, as Forças Armadas possuem 37 mil mulheres, representando cerca de 10% do efetivo total. Elas estão concentradas em áreas como saúde, ensino e logística, mas também têm acesso à área combatente por meio de concursos públicos específicos em instituições de ensino, como o Colégio Naval, a Escola Preparatória de Cadetes do Exército e a Escola Preparatória de Cadetes do Ar.
O Ministério da Defesa criou o Smif em 2024 para ampliar a presença feminina entre o contingente fardado, permitindo que mulheres realizem o alistamento no serviço militar inicial ao completarem 18 anos.
Avanços na Carreira Feminina
Em 2026, o Exército brasileiro indicou a coronel Claudia Lima Gusmão Cacho ao cargo de general de brigada, tornando-se a primeira mulher a alcançar essa patente entre os postos de oficiais generais. A coronel Cacho é médica pediatra e subdiretora do Hospital Militar da Área de Brasília.
A Marinha foi pioneira nesse sentido em 2012, com a médica Dalva Maria Carvalho Mendes, que alcançou o posto de contra-almirante, e a Força Aérea em 2020, com Carla Lyrio Martins, que tornou-se major-brigadeiro em 2023.
