Forças Armadas de Israel emitem alerta urgente para moradores do sul do Líbano

Forças Armadas de Israel emitem alerta urgente para moradores do sul do Líbano; tensão aumenta com ataques mútuos e risco à população civil.

02/05/2026 05:31

3 min

Forças Armadas de Israel emitem alerta urgente para moradores do sul do Líbano
(Imagem de reprodução da internet).

Alerta das Forças Armadas de Israel para moradores do sul do Líbano

As Forças Armadas de Israel emitiram um alerta urgente neste sábado (2) para que os residentes de determinadas áreas no sul do Líbano deixem suas casas. O porta-voz árabe das Forças de Defesa de Israel, Avichay Adraee, solicitou que as pessoas se afastassem pelo menos 1.000 metros de nove cidades e vilarejos, buscando abrigo em áreas abertas, conforme divulgado em uma publicação no X.

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Adraee mencionou que, devido à violação do acordo de cessar-fogo pelo grupo terrorista Hezbollah, o Exército de Defesa se vê na obrigação de agir com firmeza. Ele ressaltou que “não há intenção de prejudicar os civis”. A mensagem também alertou que qualquer pessoa próxima aos elementos do Hezbollah e suas instalações corre risco de vida.

Cidades e vilarejos afetados

As localidades mencionadas incluem Qaq’a Al-Jisr, Adshiet Al-Shaqif, Jbeishit, Abba, Kfar Jouz, Harouf, Al-Dweir, Deir Al-Zahrani e Habboush. A situação se torna cada vez mais tensa, com Israel e Hezbollah intensificando os ataques mútuos, mesmo após a prorrogação do cessar-fogo mediada pelos EUA.

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Na sexta-feira (1°), pelo menos nove pessoas perderam a vida no sul do Líbano, sendo que oito delas, incluindo uma criança, foram vítimas de ataques em Habbouch, conforme informou o Ministério da Saúde libanês. Além disso, em Ain Baal, uma pessoa foi morta e sete ficaram feridas.

Contexto do conflito no Oriente Médio

Desde o início do último conflito em março, o Ministério da Saúde libanês reportou mais de 2.600 mortes. O conflito se intensificou após um ataque coordenado entre os Estados Unidos e Israel que resultou na morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em Teerã, no dia 28 de fevereiro.

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Autoridades iranianas de alto escalão também foram eliminadas, e os EUA afirmam ter destruído diversos alvos militares iranianos.

Em resposta, o regime iraniano lançou ataques contra países da região, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã, alegando que os alvos eram apenas interesses dos EUA e de Israel. Desde o início da guerra, mais de 1.900 civis morreram no Irã, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos.

A Casa Branca registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos em decorrência dos ataques iranianos.

Expansão do conflito para o Líbano

O Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã, retaliou atacando o território israelense após a morte de Khamenei, levando Israel a realizar ofensivas aéreas contra alvos do Hezbollah no Líbano. Desde então, mais de 2.500 pessoas morreram no território libanês.

Após a morte de grande parte da liderança iraniana, um novo líder supremo foi eleito: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas acreditam que ele não implementará mudanças significativas e continuará a repressão.

Donald Trump expressou descontentamento com a escolha de Mojtaba, considerando-a um “grande erro” e afirmando que ele seria “inaceitável” para a liderança do Irã.

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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