Fome Global em 2026: Crises Alarmantes e Impactos da Guerra no Oriente Médio

A fome global atinge níveis alarmantes em 2026, com crises em Gaza e Sudão. Descubra como conflitos e secas agravam a insegurança alimentar.

25/04/2026 07:26

3 min

Fome Global em 2026: Crises Alarmantes e Impactos da Guerra no Oriente Médio
(Imagem de reprodução da internet).

Fome Global em Níveis Críticos em 2026

Conflitos, secas e a diminuição da assistência humanitária continuarão a manter a fome global em níveis alarmantes em 2026. A previsão é de que a insegurança alimentar se agrave em alguns dos países mais vulneráveis do mundo, conforme aponta o Relatório Global sobre Crises Alimentares de 2026.

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A décima edição do monitor da fome, divulgada por uma coalizão de organizações humanitárias e de desenvolvimento, revela que a fome aguda dobrou na última década, com duas crises de fome oficialmente declaradas no ano passado pela primeira vez na história do relatório — em Gaza e no Sudão.

No total, 266 milhões de pessoas em 47 países e territórios enfrentaram altos níveis de insegurança alimentar em 2025, enquanto 1,4 milhão de indivíduos vivenciaram condições catastróficas em partes do Haiti, Mali, Gaza, Sudão do Sul, Sudão e Iémen.

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Em 2025, 35,5 milhões de crianças em todo o mundo estavam com desnutrição aguda, incluindo quase 10 milhões com desnutrição aguda grave.

Condições Críticas e Aumento da Ajuda Humanitária

O relatório indica que os níveis de gravidade permanecem críticos, com o Haiti sendo o único país a escapar da classificação “catastrófica”, devido a uma leve melhora na segurança e ao aumento da ajuda humanitária. Alvaro Lario, chefe do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola da ONU, que contribui para a elaboração do relatório, destacou que “não estamos mais vendo apenas choques temporários, mas choques persistentes ao longo do tempo”.

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Ele enfatizou que a insegurança alimentar não é mais uma questão isolada, mas sim um fator que pressiona a estabilidade global.

Impactos da Guerra no Oriente Médio

A guerra entre os EUA e Israel contra o Irã elevou o nível de alerta, segundo Lario. A interrupção prolongada do comércio de energia e fertilizantes pode afetar os mercados globais de alimentos e agravar a situação em países que dependem de importações. “Mesmo que o conflito no Oriente Médio terminasse agora, sabemos que muitos dos choques nos preços dos alimentos e da inflação ocorrerão nos próximos seis meses”, afirmou.

Antes mesmo dessa nova guerra, a África Ocidental e a região do Sahel já enfrentavam forte pressão devido a conflitos e inflação persistente, especialmente na Nigéria, Mali, Níger e Burkina Faso. A Nigéria deve registrar um dos maiores aumentos na insegurança alimentar em 2026, com a previsão de que mais 4,1 milhões de pessoas enfrentarão fome aguda.

Desafios na África Oriental

Na África Oriental, a falta de chuvas no Chifre da África deve intensificar o sofrimento na Somália e no Quênia. A combinação de seca, insegurança, altos preços dos alimentos e a redução da ajuda humanitária provavelmente resultará em condições ainda mais difíceis.

O relatório também alertou que o financiamento humanitário e de desenvolvimento para os setores alimentares durante crises caiu drasticamente em 2025, com projeções de novas reduções. Estima-se que o financiamento humanitário ao setor de alimentos tenha diminuído cerca de 39% em relação aos níveis de 2024, enquanto a assistência ao desenvolvimento sofreu uma queda de pelo menos 15%.

Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.

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