O FOMC mantém taxa de juros entre 3,50% e 3,75% em meio a tensões geopolíticas. O que isso significa para o futuro do bitcoin e da economia americana? Descubra!
O FOMC (Comitê Federal de Mercado Aberto) optou por manter a taxa de juros dos Estados Unidos na faixa entre 3,50% e 3,75% nesta quarta-feira, 18 de maio de 2026. Essa decisão era amplamente antecipada pelo mercado, especialmente diante das pressões econômicas geradas pela guerra no Oriente Médio.
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O comunicado do Comitê reflete um cenário de incertezas. As deliberações do Fed têm impacto em diversos investimentos, incluindo o mercado de criptomoedas. O bitcoin, que vinha demonstrando resiliência em meio à tensão geopolítica, agora enfrenta novas incertezas.
Bernardo Pascowitch, CEO da Yubb, analisa a relação entre a atual instabilidade da economia americana e o futuro do bitcoin. Ele afirma que a liquidez global para o bitcoin e outras criptomoedas está escassa, com investidores preocupados com a situação econômica dos EUA e a dívida pública.
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Isso resulta em uma migração de ativos de risco para opções mais seguras. Pascowitch também observa que a tendência do bitcoin é de queda, destacando que o Fed só deve considerar cortes nas taxas de juros quando a inflação americana apresentar uma redução significativa.
O FOMC divulgou suas projeções para o ano, revelando que a situação econômica nos EUA se deteriorou. A expectativa é que a inflação atinja 2,7% até o final de 2026. Pascowitch comenta que o cenário é complicado, com inflação alta e uma economia em desaceleração.
Ele ressalta que o Fed enfrenta um dilema: reduzir os juros pode aumentar a inflação, enquanto mantê-los altos pode levar a uma recessão. Além disso, ele menciona as declarações de Jerome Powell sobre a inflação temporária relacionada ao petróleo e a dificuldade em prever os efeitos da guerra no Oriente Médio na economia americana.
Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, analisa o comunicado do Banco Central americano, destacando a divisão entre os membros do comitê sobre a magnitude e a velocidade dos cortes nas taxas de juros. Enquanto 12 membros esperam pelo menos mais um corte, sete acreditam que a taxa deve permanecer inalterada até o final do ano, o que sugere uma postura mais cautelosa.
Com essa expectativa de um Fed mais restritivo, Zogbi, assim como Pascowitch, prevê uma fuga de investimentos para títulos do Tesouro americano.
Guilherme Fais, head de finanças da NovaDAX, também observa que o bitcoin é influenciado pela política monetária dos EUA. Ele destaca que, apesar de uma recente recuperação no preço, o ativo ainda opera em um ambiente onde a liquidez global e o apetite por risco são fatores determinantes.
Fais acredita que o bitcoin está em um momento de equilíbrio, onde fatores técnicos e macroeconômicos se entrelaçam, e que o comportamento do ativo nos próximos dias refletirá a percepção dos investidores sobre a política monetária global.
No início desta Super Quarta, o bitcoin estava cotado acima de US$ 74 mil, mas perdeu valor após a decisão do Fed, operando em torno de US$ 70 mil, conforme dados do CoinMarketCap. As projeções do Federal Reserve indicam que a inflação deve terminar em 2,7% em 2026, com uma tendência de convergência para 2,2% até o final de 2027, próximo da meta de 2%.
O crescimento econômico foi ligeiramente ajustado para 2,4% em 2026, em comparação com 2,3% anteriormente, e a taxa de desemprego permanece em 4,4%.
Autor(a):
Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.