FMI prevê desaceleração no comércio global, caindo para 2,6% em 2026. Apesar disso, exportações de tecnologia impulsionam otimismo para 2027!
O Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta uma desaceleração significativa no comércio global, passando de 4,1% em 2025 para 2,6% em 2026. Essa atualização foi divulgada na última segunda-feira (19) e faz parte das Perspectivas Econômicas Globais da instituição.
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Apesar da queda, os números são superiores às previsões anteriores, que indicavam 3,6% e 2,3%, respectivamente.
Para 2027, o FMI espera uma recuperação, com o comércio global crescendo a 3,1%, mantendo a previsão anterior. A análise do FMI sugere que, apesar da desaceleração, o comércio global permanece relativamente forte, impulsionado pela expansão das exportações de tecnologia, que compensam as perdas em outras áreas.
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O relatório também menciona que o desempenho do comércio no ano passado foi impactado pelo aumento das tarifas nos EUA, que levou a um acúmulo de estoques em diversos países. Além disso, as novas políticas comerciais estão ajustando o fluxo de mercadorias globalmente.
O FMI observa que, no médio prazo, pacotes fiscais expansionistas em economias com superávit nas contas correntes devem ajudar a reduzir os desequilíbrios globais. A força dos investimentos em tecnologia também é um fator positivo. Os EUA devem se beneficiar significativamente desses novos fluxos de capital, mesmo que haja uma moderação futura.
As previsões do FMI consideram apenas dados até dezembro de 2025, assumindo que as políticas vigentes naquele momento se manteriam. Portanto, não incluem alterações posteriores, como o recente acordo comercial entre EUA e Taiwan ou a imposição de tarifas a países como Irã ou Groenlândia.
Em dezembro, a taxa efetiva de tarifas dos EUA foi estimada em 18,5%, ligeiramente abaixo das projeções de 18,7% feitas em outubro. Por outro lado, a taxa efetiva de tarifas do restante do mundo permaneceu estável em 3,5%.
Autor(a):
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.