FMI desmistifica Bolsa Família e o impacto no mercado de trabalho feminino! 🚀 O estudo revela que o programa não desestimula a busca por emprego por mulheres. Descubra as verdadeiras causas do afastamento e o impacto no crescimento econômico do Brasil
Um debate acalorado sobre o impacto das políticas sociais no Brasil recebeu um novo olhar técnico nesta semana, com uma análise do Fundo Monetário Internacional (FMI). A questão central: o programa social, o Bolsa Família, desestimula a busca por emprego entre as mulheres?
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O estudo, que cruzou dados da PNAD-Contínua do IBGE, busca esclarecer a realidade por trás desse mito, com foco no ano de 2026.
O resultado final é um veredicto: “Falso”. Segundo um relatório publicado nesta quarta-feira (11/02), o Bolsa Família não reduz sistematicamente a participação das mulheres na força de trabalho. Com 18,84 milhões de famílias atendidas – e a maioria, 84%, chefiada por mulheres – o programa funciona como um complemento de renda essencial para a sobrevivência, e não como um substituto do salário.
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Se o Bolsa Família não é o principal culpado, quais são os motivos que afastam as mulheres do mercado de trabalho? O estudo aponta para barreiras estruturais muito mais profundas.
A “Economia do Cuidado” é a principal razão apontada por 34,4% das mulheres: a necessidade de cuidar de filhos, idosos ou realizar tarefas domésticas. No Brasil, as mulheres dedicam 9,8 horas a mais por semana a esse tipo de trabalho não remunerado em comparação com os homens.
Além disso, a desigualdade salarial é um fator determinante. O FMI revelou que mulheres recebem 22% menos do que homens em cargos e escolaridade equivalentes, o que torna o custo de trabalhar (transporte, creche particular) maior do que o ganho real, desestimulando a entrada no mercado.
A falta de creches públicas e serviços de assistência também é um obstáculo significativo, “travando” a força de trabalho feminina.
O FMI não apenas desmistificou a ideia de desestímulo, mas também calculou o impacto da desigualdade no crescimento econômico do país. Se a diferença salarial fosse reduzida pela metade até 2033, o crescimento anual do Brasil poderia subir cerca de 0,5 ponto percentual.
Para o Fundo, a solução não é cortar o Bolsa Família, mas sim implementar de forma eficaz a Lei da Ampliação do acesso a creches públicas, ajustar as políticas de licença parental para incentivar a corresponsabilidade dos homens.
Pesquisas do Ipea e da OIT (Organização Internacional do Trabalho) publicadas entre 2025 e 2026 reforçam a conclusão do FMI. O aumento do valor médio do Bolsa Família (que inclui adicionais de R$ 150 por criança e R$ 50 por gestante) não gerou migração do trabalho formal para o informal.
O programa atua como uma rede de proteção, enquanto a busca por emprego continua sendo travada por questões de infraestrutura social, e não pelo valor depositado no Jamille Novaes é redatora e analista de políticas públicas no FDR, especializada na simplificação de normas complexas do Governo Federal.
Graduada em Letras Vernáculas pela UESB, Utiliza sua expertise em exegese e interpretação de textos normativos para traduzir legislações de finanças e previdência em guias práticos para o cidadão brasileiro. Contato editorial: [email protected]
Autor(a):
Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.