A crise na Venezuela se agrava! FMI alerta sobre a fragilidade econômica e humanitária do país, com inflação em três dígitos e 8 milhões de cidadãos perdidos.
A situação econômica e humanitária da Venezuela é considerada “bastante frágil”, conforme declaração do FMI (Fundo Monetário Internacional) na quinta-feira, 19 de janeiro de 2026. O órgão destacou a inflação em três dígitos e a rápida desvalorização da moeda local.
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Julie Kozack, porta-voz do FMI, informou que a instituição continua a monitorar os acontecimentos no país sul-americano, mesmo após a suspensão das relações com o governo venezuelano em 2019. Ela ressaltou que o FMI será guiado por seus membros e pela comunidade internacional sobre a possibilidade de retomar as interações com a Venezuela, que perdeu cerca de 8 milhões de cidadãos desde 2014.
Durante uma coletiva de imprensa, Kozack afirmou que a Venezuela enfrenta uma crise econômica e humanitária severa e prolongada. As condições socioeconômicas permanecem desafiadoras, com altos índices de pobreza e desigualdade, além de uma escassez generalizada de serviços essenciais.
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O FMI estima que a dívida pública da Venezuela atinge 180% do PIB, antes de qualquer julgamento ou arbitragem sobre inadimplências anteriores. Kozack mencionou que a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, discutiu a situação da Venezuela com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, em reuniões regulares sobre questões políticas e econômicas.
O FMI não interage com a Venezuela há mais de 20 anos, tendo realizado sua última avaliação formal em 2004. A Venezuela quitou seu último empréstimo ao Banco Mundial em 2007, quando Hugo Chávez, antecessor de Maduro, declarou que o país não precisaria mais de financiamento de Washington.
Georgieva afirmou que o FMI está preparado para apoiar a Venezuela, mas que isso depende do reconhecimento da liderança do país por seus principais acionistas, incluindo os EUA, e da busca de assistência por parte das autoridades venezuelanas.
Se o FMI restabelecer laços com a Venezuela, o país poderá acessar cerca de US$ 4,9 bilhões em ativos de reserva de Direitos Especiais de Saque (SDRs) que foram congelados após a suspensão das negociações há sete anos. Bessent indicou que o governo dos EUA estaria disposto a converter os SDRs da Venezuela em dólares para auxiliar na reconstrução da economia, à medida que mais sanções forem suspensas.
Autor(a):
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.