FMI alerta sobre riscos da guerra no Oriente Médio para a economia global; entenda as previsões
O FMI destaca a resiliência da economia global, mas alerta sobre os riscos da guerra no Oriente Médio. Quais cenários podem impactar o crescimento em 2026?
A Economia Mundial e o Impacto da Guerra no Oriente Médio
A economia global tem demonstrado resiliência diante do impacto da guerra no Oriente Médio, mesmo com o aumento nos preços das commodities, a inflação elevada e as tensões nas condições financeiras. Até o momento, não há indícios de uma desaceleração global, conforme afirmou a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, nesta segunda-feira (15).
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Georgieva expressou otimismo, mas também alertou em um novo post em seu blog que uma intensificação do conflito e as interrupções no abastecimento representam um “risco claro para o crescimento global”. O FMI está programado para divulgar uma previsão atualizada em 8 de julho.
Em abril, a instituição apresentou três cenários para o crescimento do PIB global em 2026 e 2027, com o cenário adverso intermediário prevendo uma desaceleração do crescimento para 2,5% em 2026 e uma inflação geral de 5,4%.
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Possíveis Cenários para o Crescimento Econômico
No mês passado, Georgieva mencionou que o cenário adverso já estava em andamento, mas seus comentários mais recentes indicam que o FMI pode retornar ao cenário de referência, que previa uma guerra de curta duração no Irã e um crescimento de 3,1% em 2026.
Este acordo representa um avanço significativo na resolução de um conflito que começou com ataques conjuntos dos EUA e de Israel contra o Irã em fevereiro, evoluindo para um conflito regional mais amplo que resultou na morte de milhares de pessoas, afetou os mercados de energia e gerou temores de recessão na economia global.
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“Mais de três meses após o início da guerra no Oriente Médio, a economia global parece estar se mantendo firme. A inflação, as expectativas em relação a ela e as condições financeiras foram todas impactadas, mas ainda não de forma a indicar uma desaceleração global”, escreveu Georgieva.