FMI alerta sobre os impactos da guerra no Irã e os preços de energia, que já superaram US$ 100 por barril. Descubra as consequências para a economia global!
O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou nesta quinta-feira (19) que está acompanhando atentamente os desdobramentos da guerra no Irã e as interrupções na produção de energia. A instituição alertou que aumentos prolongados nos preços de energia podem impulsionar a inflação e afetar o crescimento global.
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Julie Kozack, porta-voz do FMI, informou a jornalistas que o conflito já causou interrupções significativas nos embarques marítimos de petróleo e gás natural, resultando em um aumento superior a 50% nos preços do petróleo bruto, que ultrapassou a marca de US$ 100 por barril.
Embora o FMI não tenha recebido solicitações formais de financiamento emergencial, Kozack destacou que a organização está pronta para auxiliar os países membros conforme necessário. Ela mencionou que as autoridades do FMI estão em diálogo ativo com ministros das Finanças e presidentes dos bancos centrais dos países membros, além de instituições regionais.
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Kozack ressaltou que o impacto geral da guerra dependerá da duração, intensidade e extensão do conflito. O FMI planeja incluir a guerra nas suas perspectivas econômicas globais atualizadas, que serão divulgadas em abril, durante as reuniões de primavera do FMI e do Banco Mundial.
Ela observou que os preços do petróleo e do gás aumentaram mais de 50% no último mês, e as interrupções nas remessas de fertilizantes, juntamente com problemas de transporte, elevam os riscos de aumentos substanciais nos preços dos alimentos.
Com a guerra já se estendendo por quase três semanas, Kozack mencionou que ações estão sendo consideradas para estabilizar os mercados de energia, especialmente no Estreito de Ormuz, após uma escalada de ataques a instalações de energia. Ela citou uma “regra prática” do FMI, que indica que um aumento de 10% nos preços de energia, se mantido por cerca de um ano, pode resultar em um aumento de 40 pontos-base na inflação global e uma queda na produção de 0,1% a 0,2%.
Se os preços do petróleo se mantiverem acima de US$ 100 por um ano, os impactos na inflação e na produção econômica global podem ser significativos. Kozack avaliou que os bancos centrais devem permanecer vigilantes diante do aumento dos preços de energia, monitorando se a inflação se expande além dos preços de energia e se as expectativas de inflação permanecem bem ancoradas.
A avaliação preliminar do FMI indica que a guerra pode enfraquecer o crescimento nos países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), dependendo da capacidade de retomar as exportações de petróleo e gás.
Autor(a):
Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.