Flávio Rocha alerta sobre os riscos do crescimento do Estado Brasileiro para os negócios

Flávio Rocha, presidente da Riachuelo, analisa o crescimento do Estado brasileiro e seus impactos na competitividade do mercado. Descubra suas preocupações!

01/06/2026 10:31

2 min

Flávio Rocha alerta sobre os riscos do crescimento do Estado Brasileiro para os negócios
(Imagem de reprodução da internet).

Crescimento do Estado Brasileiro e Seus Efeitos no Ambiente de Negócios

O crescimento acelerado do Estado brasileiro e suas consequências para o ambiente de negócios no país foram discutidos em uma entrevista com Flávio Rocha, presidente da Riachuelo, ao Hot Market. Rocha destacou os riscos que a expansão estatal representa para a competitividade da economia nacional.

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Para exemplificar seu ponto de vista, ele fez uma analogia: “Uma sociedade é como uma carruagem. Tem o peso da carruagem estatal e tem a sua força de tração. Essa sociedade será tão competitiva quanto for a força da sua força de tração em relação à carruagem.”

De acordo com Rocha, o Estado brasileiro tem se “hipertrofiado” de maneira preocupante, com um crescimento exponencial dos gastos públicos nos últimos anos.

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Carga Tributária e Ações Trabalhistas em Níveis Recordes

Rocha argumentou que a carga tributária real do Brasil é muito mais pesada do que os 32% frequentemente divulgados. “Esses 32% são pagos por não mais do que 60% da economia formal. Então, se você está extraindo 32 de 60, você está testando os limites da tributação”, afirmou.

Ele ressaltou que nenhum país desenvolvido tributa nesse patamar proporcional.

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Além da questão tributária, o presidente da Riachuelo destacou o número recorde de ações trabalhistas como outro sinal preocupante. Segundo ele, das 4 milhões de ações registradas no mundo no último ano, 3 milhões foram ajuizadas no Brasil.

Para Rocha, os avanços obtidos com a reforma trabalhista foram “totalmente desidratados e deformados por canetadas judiciais”, revertendo conquistas que haviam pacificado as relações entre capital e trabalho.

A “Taxa das Blusinhas” e a Concorrência Asiática

Questionado sobre o impacto da chamada “taxa das blusinhas”, Rocha defendeu a equidade tributária como condição essencial para o funcionamento de uma economia livre. “É absolutamente fundamental que você não tenha uma parte dos players de determinado setor correndo a maratona com a bigorna na cabeça e outros livres da tarefa de carregar essa bigorna”, declarou.

Ele enfatizou que, durante décadas, a concorrência no varejo brasileiro ocorria entre empresas que operavam em condições relativamente equivalentes. Com a globalização, esse equilíbrio foi rompido. Rocha alertou para o risco de o Brasil se tornar “o primeiro e único país ‘desprotecionista’ do mundo”, especialmente em relação a concorrentes asiáticos que operam com legislação trabalhista praticamente inexistente. “É muito perigoso que a gente mate os últimos resquícios de competitividade que existem, principalmente na indústria brasileira”, concluiu.

Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.

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