Flávio Bolsonaro terá segunda menor diferença de tempo de TV com Lula desde 2010

Flávio Bolsonaro enfrenta uma campanha desafiadora com tempo de TV reduzido, o que pode impactar sua visibilidade nas eleições de 2026.

O deputado Alfredo Gaspar (PL-RN) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ)

Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, encerrou o prazo para fechamento de coligações sem conseguir apoio de outros partidos. Assim, sua campanha dependerá exclusivamente da força do PL no Congresso para garantir tempo de televisão na propaganda eleitoral gratuita.

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O filho do ex – presidente Jair Bolsonaro terá 4 minutos e 20 segundos de propaganda, enquanto o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deverá contar com aproximadamente 5 minutos e 32 segundos, resultando em uma diferença de 1 minuto e 12 segundos entre os dois.

Essa disparidade é a segunda menor entre um candidato do PT e seu principal opositor desde 2010, quando Dilma Rousseff (PT) venceu José Serra (PSDB) no segundo turno. O tempo de televisão é definido pela representatividade dos partidos no Congresso Nacional, levando em conta o número de deputados e senadores por legenda.

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Além disso, 10% do tempo total é dividido igualmente entre todos os candidatos.

Análise do tempo de TV nas eleições

Desde a primeira vitória do PT em 2002, o PSDB formou grandes coligações visando estabelecer uma rivalidade política nas eleições. Em 2014, por exemplo, obteve o maior número de partidos aliados mesmo com a perda de tempo de TV. Historicamente, Lula sempre teve menos tempo de propaganda em comparação aos candidatos do PSDB.

A seguir, veja como se distribuiu o tempo na propaganda eleitoral entre o PT e seus adversários desde 2002:

Em 2002, Lula teve 5 minutos e 19 segundos contra 10 minutos e 23 segundos de Serra (PSDB). Em 2006, Lula contou com 7 minutos e 21 segundos frente a Alckmin (PSDB), que teve 10 minutos e 22 segundos. Em 2010, Dilma registrou 10 minutos e 38 segundos contra os 7 minutos e 18 segundos de Serra.

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Já em 2014, Dilma teve um expressivo tempo de 11 minutos e 24 segundos ao enfrentar Aécio (PSDB), que ficou com apenas 4 minutos e 35 segundos. Em contrapartida, em 2018 Haddad (PT) teve apenas 2 minutos e 23 segundos contra os impressionantes 8 segundos de Bolsonaro (PSL.

Na eleição anterior, em 2022, Lula contou com um tempo total de 3 minutos e 39 segundos enquanto Bolsonaro dispunha de apenas 2 minutos e 38 segundos.

Impacto das reformas eleitorais

A recente eleição em andamento para a presidência mostra que a questão do “tempo de TV” continua sendo essencial. Contudo, houve uma queda significativa na quantidade disponível entre as eleições de 2014 e 2018 devido à Reforma Eleitoral aprovada em 2015.

Antes dessa mudança, o tempo total era de até 50 minutos divididos em dois blocos ao longo do dia. Com a reforma, esse total foi reduzido para apenas 20 minutos também distribuídos em dois blocos.

Os candidatos ainda têm a opção de veicular inserções menores ao longo da programação eleitoral que variam entre pílulas promocionais de programas eleitorais com duração entre 30 a 60 segundos. Essas inserções seguem as mesmas regras proporcionais das bancadas partidárias.

A história das eleições recentes demonstra que ter mais exposição na televisão pode ser um diferencial decisivo na corrida eleitoral.

Flávio Bolsonaro se encontra atualmente em uma situação isolada dentro da política brasileira após semanas tentando formar uma chapa vice – presidencial sólida. Após várias tentativas frustradas para encontrar um vice adequado para sua candidatura presidencial, ele anunciou que contará com o deputado Alfredo Gaspar (PL – AL) como companheiro.

Neste cenário competitivo onde muitos candidatos enfrentam desafios semelhantes à busca por apoio político, Flávio ainda possui o segundo maior tempo total na tela geral entre os candidatos — sendo o primeiro dentre aqueles alinhados à direita e centro – direita.

Recentemente, o TSE divulgou uma tabela que define a representatividade dos partidos no cenário eleitoral; essa lista servirá como base para determinar quanto cada candidato poderá se utilizar durante suas campanhas eleitorais que ocorrerão entre os dias 28 de agosto até primeiro de outubro.