Flávio Bolsonaro sofre desgaste na imagem após polêmica de R$ 134 milhões em negócios

Flávio Bolsonaro enfrenta forte desgaste em sua imagem após revelações de negócios polêmicos. Descubra como isso impacta sua pré-candidatura à presidência!

Desgaste na Imagem de Flávio Bolsonaro Após Revelações de Negócios

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), está enfrentando um forte desgaste em sua imagem nas redes sociais devido a uma negociação de aproximadamente R$ 134 milhões com o ex-dono do Banco Master para financiar o filme “Dark Horse”, que retrata a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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Dados atualizados às 18h de quinta-feira (14) pelo sistema Hórus, da AP Exata, indicam que 64,3% das menções ao senador são negativas, o que representa o pior índice entre os nomes monitorados e o mais alto desde o início de sua pré-campanha.

Após a divulgação de uma reportagem do Intercept Brasil, que trouxe à tona áudios, mensagens e documentos relacionados à negociação entre Flávio e Vorcaro, o volume de menções negativas aumentou em sete pontos percentuais. A reportagem revelou que Flávio teria negociado diretamente um aporte de US$ 24 milhões (cerca de R$ 134 milhões) para o longa “Dark Horse”.

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Além disso, ao menos US$ 10,6 milhões, aproximadamente R$ 61 milhões, teriam sido transferidos entre fevereiro e maio de 2025 em seis operações bancárias ligadas ao projeto.

Impacto Político e Queda na Confiança

O levantamento da AP Exata também revelou uma queda no índice de confiança associado ao presidenciável, que recuou para 13,7%, uma diminuição de 2,8 pontos percentuais em relação ao período anterior ao escândalo. Esse é o menor patamar entre os pré-candidatos monitorados.

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Segundo Sergio Denicoli, cientista de dados e CEO da AP Exata, o impacto político da crise vai além do desgaste momentâneo nas redes sociais, afetando diretamente a bandeira da moralidade, um ativo historicamente explorado por Jair Bolsonaro e seus aliados.

Apesar do desgaste, Flávio Bolsonaro liderou o volume de menções nas redes sociais nesta quinta-feira, com 24,7% do total monitorado. O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), ficou em segundo lugar com 24,3%, seguido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 18%.

Renan Santos (Missão), fundador do MBL, teve 12,6%, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) alcançou 9,8%. O crescimento de Zema se deu após críticas públicas ao senador, aumentando sua participação em aproximadamente 14 pontos percentuais ao longo do dia.

Repercussões e Declarações de Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro negou qualquer repasse irregular e também a possibilidade de que recursos do Banco Master tenham sido utilizados para financiar despesas de seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que reside nos Estados Unidos. Contudo, essa declaração acabou ampliando a repercussão do tema nas redes sociais, gerando novas especulações.

Os dados da AP Exata mostram que o presidente Lula manteve seus principais indicadores praticamente inalterados, com uma leve alta de 0,4 ponto percentual em menções positivas.

Em uma nota divulgada na quarta-feira (13), dia da publicação da reportagem do Intercept, Flávio afirmou que estava cobrando valores atrasados de um acordo de patrocínio feito antes de Daniel Vorcaro se tornar alvo de suspeitas. Ele também declarou que conheceu o ex-banqueiro apenas em dezembro de 2024 e negou irregularidades.

No entanto, essas explicações não foram suficientes para conter o avanço da crise, que é considerada sem precedentes em sua trajetória política.

Na noite de quinta-feira, Flávio divulgou uma nova nota, afirmando que o filme sobre Bolsonaro foi financiado por investimento privado “sem recurso público” e reiterou que o contato com Vorcaro ocorreu antes das suspeitas contra o empresário se tornarem públicas.

O senador também defendeu a criação de uma CPI do Caso Master, afirmando que “tentar colocar todos na mesma vala é uma distorção política inaceitável”.