Flávio Bolsonaro propõe ‘tesoura’ nos gastos com Patrimônio Federal

Flávio Bolsonaro propõe “tesoura” nos gastos com Patrimônio Federal para modernizar serviços públicos e impulsionar economia digital.

FRAZAO

A reforma estatal seria pilar central do eventual governo liderado pela campanha de Flávio Bolsonaro (2030). As propostas incluem desde o uso intensivo da tecnologia nos serviços públicos até mudanças profundas no gerenciamento dos imóveis federais.

Daniella Marques, representante da candidatura, detalhou os planos durante um evento realizado na terça – feira, 25, em São Paulo. Segundo ela, há uma intenção clara: reestruturar toda máquina pública para que a população tenha menos necessidade de atendimento presencial e mais acesso via plataformas digitais.

Digitalização como eixo principal

Marques argumentou sobre excesso burocrático do país ao afirmar que existem “uma coleção de ministérios” muito maior comparada à Venezuela. Ela criticou as milhares de repartições custeadas com dinheiro público por não resolverem o problema direto dos cidadãos cotidianamente.

“O espelho disso são as filas do INSS e as filas de creche”, disparou Marques em seu discurso, reforçando o desejo pela digitalização total da administração pública no modelo adotado durante a gestão anterior de Jair Bolsonaro na presidência.

Conectando governo e economia. A economista enfatizou como é crucial conectar os serviços governamentais aos avanços tecnológicos recentes. Segundo ela, já que 98% dos brasileiros usam via Pix para acessar sistemas bancários hoje, essa inclusão produtiva deve ser mantida pelo Estado também, especialmente com avanço da Inteligência Artificial (IA.

“Queremos levar [o] governo nisso… Para ele não fazer uma peregrinação ineficiente e inútil em repartições”, explicou Marques, apontando isso como um sinal de “mudança de mentalidade” na gestão pública.

Revisões no patrimônio federal

Outro ponto abordado foi a necessidade urgente de revisar o vastíssimo acervo imobiliário pertencente à União. A proposta visa reavaliar os ativos federais existentes e reduzir drasticamente as despesas associadas ao custeio desses imóveis históricos do país.

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Marques citou dados levantados pelo Tesouro Nacional: há cerca de 760 mil propriedades com valor contábil superior a R 1,7 trilhão em nome da União. No entanto, ela apontou que muitos são abandonados ou geram dispêndios anuais significativos apenas para manutenção dos aluguéis — um cenário classificado como “má gestão” na prática.

Estatais e ajuste fiscal

A coordenadora econômica também defendeu o fortalecimento das leis regulatórias aplicáveis às empresas estatais controladas pela administração federal. O objetivo é aumentar sua eficiência operacional geral no país.

“Vamos focar… fortalecer a Lei das Estatais”, afirmou Marques sobre os planos de revisão do setor. Segundo seu relato, as receitas extraordinárias obtidas pelas companhias deveriam ser divididas entre três áreas: redução da dívida pública nacional; investimentos em infraestrutura básica ou iniciativas voltadas à formação patrimonial dos cidadãos brasileiros.

Prioridades para os primeiros 100 dias. Daniella Marques delineou uma estratégia inicial focada nos “primeiros 100 dias” caso o governo assuma. As prioridades incluem avançar com medidas estruturantes como um projeto (PEC) fiscal e promover a desburocratização junto ao corte geral de impostos no país.

“Queremos levar [essa] PEC fiscal logo, colocar as contas no lugar”, declarou ela sobre essa iniciativa do Flávio Bolsonaro. Além disso, há planos ambiciosos que envolvem investimentos em infraestrutura robusta e ações voltadas à retirada da população desse ciclo contínuo de endividamento financeiro para colocá – la novamente num ritmo de capitalização.”