Flávio Bolsonaro planeja aliança de direita no Congresso para mudanças radicais

Flávio Bolsonaro articula formação de maioria de direita no Congresso para impulsionar mudanças e garantir previsibilidade econômica. Descubra mais!

02/06/2026 04:41

4 min

Flávio Bolsonaro planeja aliança de direita no Congresso para mudanças radicais
(Imagem de reprodução da internet).

Flávio Bolsonaro busca maioria de direita no Congresso

O pré-candidato à Presidência da República e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou na segunda-feira (1º) que tem a intenção de formar uma maioria de direita no Congresso Nacional, que seja aliada ao presidente do Brasil. Ele acredita que essa aliança terá quórum suficiente para aprovar mudanças constitucionais e, conforme suas palavras, fazer com que “as instituições voltem a atuar dentro de seus limites”.

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A afirmação foi feita durante o evento Eloos Itatiaia, realizado em Belo Horizonte.

Flávio também defendeu uma “redução drástica” no número de ministérios e cargos da administração federal. Segundo ele, uma maioria parlamentar alinhada ao governo de direita evitaria “decisões monocráticas” que, em sua visão, prejudicam projetos de infraestrutura, como a Ferrogrão.

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Insegurança jurídica e investimentos

O senador mencionou ainda questões relacionadas à demarcação de terras indígenas, áreas de preservação ambiental e licenciamentos ambientais, que, segundo ele, são frequentemente impactados pela insegurança jurídica. “Com um governo alinhado a um presidente da República de centro-direita, nós conseguiremos dar essa previsibilidade”, afirmou Flávio.

Ele relatou que, em uma recente rodada internacional, ouviu de investidores interessados no potencial do Brasil para a segurança alimentar global que a insegurança jurídica, a corrupção e a imprevisibilidade são fatores que os impedem de investir no País. “Não dá para fazer um plano de negócio de 10, 20 anos se, a cada ano, muda a lei e, a cada humor de um ministro do Supremo, as decisões acabam interferindo no planejamento tributário e no plano de negócios feitos por essas empresas”, destacou.

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Críticas ao governo Lula

Flávio também direcionou críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele apontou que o agronegócio está endividado, embora ainda mantenha sua força, e atribuiu essa situação à “gastança desenfreada” da gestão petista.

O senador afirmou que o governo busca, de maneira recorrente, aumentar a arrecadação por meio da criação ou do aumento de impostos já existentes.

De acordo com Flávio, a carga tributária já ultrapassou 32% do PIB, enquanto a dívida pública se aproxima de R$ 10 trilhões e a relação dívida/PIB passou de 80%. “É uma bola de neve que só pode ser estancada. Uma sangria, uma hemorragia que só pode ser estancada com o controle das contas públicas, com as despesas cabendo dentro do orçamento, o governo gastando apenas aquilo que arrecada.

E é tudo o que não acontece hoje”, afirmou.

Desburocratização e exploração de petróleo

Além da redução do número de ministérios, Flávio defendeu a desburocratização da máquina pública, propondo a criação de uma secretaria nacional dedicada ao tema e a venda de participações do governo federal em empresas privadas. “O primeiro passo é dar o exemplo: reduzir a quantidade de ministérios de forma drástica”, disse Flávio.

Ele lembrou que, logo no primeiro trimestre do governo Bolsonaro, em 2019, foram cortados mais de 20 mil cargos em comissão.

Durante sua exposição, Flávio criticou a ideologização de pautas, que, segundo ele, resulta em excesso de burocracia. O senador também defendeu a redução da dependência do Brasil em relação a fertilizantes importados, a valorização da produção nacional e a aceleração da exploração de petróleo na Margem Equatorial.

Propostas para a arrecadação e proteção social

Sobre o petróleo, Flávio sugeriu rever modelos de leilão para aumentar a arrecadação, com uma cobrança maior de outorga inicial e a redução de burocracias na exploração e venda. Ele acredita que os recursos poderiam ultrapassar centenas de bilhões de reais e ser utilizados para abater juros da dívida, financiar infraestrutura e projetos estruturantes, acelerar parcerias público-privadas (PPPs) e apoiar ações de proteção social.

Flávio ressaltou que a redução de gastos públicos não deve ocorrer às custas da população mais vulnerável, afirmando que esse “não é o caminho”. Ele argumentou que o orçamento deve ser visto como um todo, onde aumentar a fatia para um segmento não deve significar diminuir de outro. “A gente tem que crescer esse bolo para garantir, mais uma vez, que o Brasil tenha previsibilidade”, concluiu.

O senador também defendeu o aproveitamento de ativos da União para gerar caixa e reduzir impostos. Segundo ele, imóveis federais avaliados em mais de R$ 1 trilhão atualmente geram despesas anuais superiores a R$ 300 milhões e poderiam ser reunidos em um fundo, administrados e securitizados.

Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.

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