Flávio Bolsonaro indica Ciro Gomes como ideal para vice na chapa em 2026

Pré-candidato do PL Aponta Ciro como Ideal para Vice em Chapa
Em 7 de maio de 2026, o pré-candidato do Partido Liberal (PL) à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, declarou que o senador Cid Gomes (PP-PI) possuía um “bom perfil” para atuar como vice em uma chapa liderada por ele na disputa ao Planalto.
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A declaração ocorreu durante sua participação na nova fase da operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal (PF) para investigar fraudes no Banco Master. O senador piauiense justificava a escolha por sua força regional, o apoio partidário e a relação com o então presidente Jair Bolsonaro.
Bolsonaro já estava inelegível na época, com a prisão de seu filho prevista para novembro de 2025. Quando questionado sobre a possível composição da chapa, Flávio respondeu de forma direta: “Ciro”. A decisão sobre o vice, segundo ele, seria tomada com base na composição partidária e no perfil desejado para a chapa, considerando o bom perfil de Cid Gomes.
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Ciro Nogueira e a Avaliação de Bolsonaro
Flávio ressaltou a experiência de Ciro como ministro da Casa Civil durante o governo Bolsonaro, destacando sua origem nordestina e o apoio do Partido Progressista, um partido forte e leal ao presidente. O senador enfatizou que Ciro era o nome mais indicado para a vice, dada sua trajetória e alinhamento político.
Investigação da PF e o Papel de Vorcaro
A operação Compliance Zero investiga um suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e favorecimento político envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Segundo a investigação, Vorcaro teria fornecido vantagens econômicas ao senador em troca de apoio no Congresso a interesses do grupo econômico ligado ao Banco Master.
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A decisão do ministro André Mendonça da Suprema Corte apontou para um “arranjo funcional e instrumentalmente orientado para obtenção de benefícios mútuos”, extrapolando relações de mera amizade.
Principais Pontos da Investigação
A Polícia Federal identificou quatro frentes principais na investigação: atuação legislativa em favor do Banco Master, pagamentos mensais e benefícios pessoais, operação societária considerada irregular e o uso de empresas para ocultar movimentações financeiras.
A PF também investigou a elaboração de uma emenda ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) que aumentaria a cobertura de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por depositante, com o objetivo de impulsionar os negócios do Banco Master.
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Pagamentos Mensais e Operação Societária
A investigação revelou repasses periódicos de dinheiro ao grupo de Vorcaro em favor do senador, documentados em conversas entre Felipe Cançado Vorcaro e Daniel Vorcaro. As mensagens indicavam pagamentos contínuos, com valores que variavam de R$ 300 mil a R$ 500 mil mensais.
Além disso, a PF investigou uma operação societária envolvendo a empresa CNLF Empreendimentos, ligada ao núcleo familiar de Ciro Nogueira, que comprou 30% da Green Investimentos S.A. por R$ 1 milhão, com um “deságio expressivo” em relação ao valor de mercado.
Benefícios Pessoais e Medidas Cautelares
A investigação também apontou para benefícios pessoais atribuídos ao grupo de Vorcaro em favor de Ciro Nogueira, incluindo viagens internacionais, hospedagens de luxo, restaurantes caros, voos privados e o uso gratuito de um imóvel de alto padrão.
Com base nessas informações, o ministro André Mendonça determinou medidas cautelares contra o senador Ciro Nogueira, o irmão Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, e outros investigados, proibindo contato com testemunhas e outras medidas restritivas.
Autor(a):
Júlia Mendes
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.



