Flávio Bolsonaro enfrenta rejeição alta e Lula precisa mobilizar eleitores para reeleição em 2026

A elevada rejeição de Flávio Bolsonaro e a necessidade de Lula mobilizar seus eleitores acendem um alerta para as eleições de 2026.

19.06.2026 – Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante ato de inauguração do Hospital Universitário da Universidade Federal de São João del-Rei (HU-UFSJ), em Divinópolis – MG. Foto: Ricardo Stuckert / PR

A pesquisa NexusBTG, divulgada nesta segunda – feira (29), revela que o senador Flávio Bolsonaro (PL – RJ) enfrenta uma elevada rejeição e resistência devido ao vazamento de sua conversa com o ex – banqueiro Daniel Vorcaro. No entanto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também tem um adversário preocupante em sua busca por um novo mandato: a abstenção de seus eleitores.

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O levantamento mostra que aqueles que declaram voto no petista compareceram menos às urnas nas eleições de 2018 e 2022 do que os apoiadores de Flávio. Na principal simulação para um segundo turno, Lula aparece com 47% das intenções de voto, enquanto Flávio registra 44%.

Contudo, essa diferença diminui para apenas um ponto percentual (47% a 46%) quando se considera apenas os eleitores que afirmaram ter comparecido às duas últimas eleições.

Desafios na mobilização dos eleitores

Essa situação é comparável ao conceito de “likely voters” (eleitores prováveis) utilizado por institutos de pesquisa nos Estados Unidos, onde o voto não é obrigatório. Esse cenário acende um alerta para a campanha à reeleição do presidente Lula: será necessário energizar sua militância para garantir que seus apoiadores transformem suas preferências em votos efetivos.

A mobilização costuma ser mais complexa quando o sentimento predominante entre os eleitores é a rejeição a um candidato, em vez de entusiasmo pelas propostas oferecidas. Ao analisar apenas os entrevistados que afirmam ter votado nas últimas duas eleições e faltado em uma delas, Lula supera Flávio com uma vantagem confortável de 55% contra 32%.

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Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, destaca que há uma maior probabilidade de não comparecimento entre eleitores que admitem não ter votado em 2018 ou 2022. Ele ressalta, porém, que a pesquisa recente ainda não incorpora a modelagem clássica dos “likely voters” dos Estados Unidos; trata – se apenas de uma dedução preliminar.

Perfil da abstenção no Brasil

No contexto brasileiro, Tokarski observa que a abstenção está mais associada aos eleitores de baixa renda — grupo no qual o petista costuma ter melhor desempenho. Em média, o índice de não comparecimento nas eleições gira em torno de 20% ou ligeiramente acima desse patamar.

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A necessidade de engajar esses eleitores se torna ainda mais crucial conforme as eleições se aproximam. A capacidade do presidente Lula em mobilizar sua base poderá ser determinante para seu sucesso nas urnas.