Flávio Bolsonaro critica detenção de Bolsonaro e cobra anistia. Senador expressa preocupação com o tratamento do ex-presidente na superintendência da Polícia Federal. Reivindica anistia e acusa interferências externas
O senador Flávio Bolsonaro (PL) continuou a expressar preocupação com as condições de detenção do ex-presidente Jair Bolsonaro, descrevendo a situação na superintendência da Polícia Federal em Brasília como “preocupante”. Ele argumenta que o pai está sendo tratado com um nível de restrição que se assemelha ao de um criminoso comum, e que a situação se aproxima de um cenário de “cativeiro”.
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As declarações foram feitas em entrevista à Flow News, reiterando a crítica ao ministro Alexandre de Moraes, responsável pela decisão que levou à prisão preventiva do ex-chefe do Executivo.
Flávio relatou as dificuldades enfrentadas para obter informações sobre o estado de saúde do pai, que inclui um refluxo agravado pela facada sofrida em 2018. Ele descreve um sistema de comunicação limitado, onde as notícias sobre o estado de saúde são transmitidas por terceiros, geralmente de forma genérica.
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Além disso, o senador ressaltou as restrições de visitas, mencionando que só pode ter contato com o pai uma vez por semana, por um período de 30 minutos.
O senador enfatizou a importância de um projeto de anistia para os envolvidos nos eventos de 8 de janeiro. Ele acredita que essa medida é crucial para corrigir o que considera um abuso do Judiciário. Flávio também expressou a convicção de que existem pressões externas significativas contra a anistia, sugerindo que essas interferências vêm de fora da esfera do Congresso Nacional, especificamente da Praça dos Três Poderes.
Ao comentar sobre as perspectivas para 2026, Flávio minimizou as disputas internas entre figuras da direita, afirmando que Jair Bolsonaro terá a palavra final na escolha do candidato. Ele expressou a crença de que Luiz Inácio Lula da Silva não permanecerá como presidente do Brasil em 2027.
O senador também se distanciou de comparações com seu irmão, Eduardo Bolsonaro, argumentando que aqueles que tentaram seguir o caminho do pai “só se ferram”, e que ele possui um “local de fala” que o senador não compartilha.
Flávio Bolsonaro acredita que a tramitação do projeto de anistia enfrenta obstáculos que vão além das questões políticas tradicionais. Ele enfatiza que a direita está mobilizada, mas que enfrenta interferências de outro poder. O senador acredita que a pressão “estranha” impede até mesmo a inclusão do projeto na pauta do Legislativo, atribuindo essa situação a um ambiente institucional tenso desde os eventos de 2023.
Apesar disso, ele mantém a esperança de que a centro-direita, fortalecida para 2026, criará as condições políticas necessárias para reabrir o debate sobre a anistia.
Autor(a):
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.