Senador Incomodado com Homenagem a Lula em Desfile de Samba
O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PL-RJ, manifestou seu descontentamento com a escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu desfile no Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro.
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Em postagem no seu perfil no X, o senador afirmou que uma ação contra o desfile será protocolada “rapidamente” no Tribunal Superior Eleitoral.
Bolsonaro criticou o uso de dinheiro público para realizar ataques pessoais ao ex-presidente e à “família”, mencionando a escola e o enredo que exibiu fantasias com referências a evangélicos, um fazendeiro e uma mulher rica, defendendo a ditadura militar.
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O senador fez referência à ala da agremiação, que apresentou um tema com uma alusão a uma árvore nativa do Brasil, o “mulungu”, com raízes tupi e africanas.
A escola de samba Acadêmicos de Niterói estreou no Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro em 2026, após vencer a Série Ouro em 2025. A agremiação, fundada em 2018, competirá com agremiações tradicionais do Rio de Janeiro, como Mangueira, Portela e Salgueiro.
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Repercussão Política e Ações Legais
A homenagem a Lula gerou críticas de outros congressistas. A senadora Damares Alves, ex-ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos no governo Bolsonaro, considerou que o desfile “ridiculariza” os evangélicos e classificou o episódio como “perseguição religiosa”.
Ela ressaltou que eventos religiosos reúnem milhares de jovens em diferentes cidades do país.
A oposição, representada pelo PL, entrou com uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU) para solicitar que a Acadêmicos de Niterói não receba o repasse de R$ 1 milhão da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo. A Corte de Contas negou o pedido de suspensão do repasse, sob o aval do relator Aroldo Cedraz.
Controvérsias e Ações Judiciais
Além das críticas políticas, a escola de samba também enfrentou ações judiciais. A senadora Damares Alves e a congressista Kim Kataguiri, do Republicanos-DF e União Brasil-SP, respectivamente, moveram ações contra o presidente da escola, Wallace Palhares, que havia sido assistente da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro).
A Justiça Federal e o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) analisaram os pedidos de proibição do desfile, e o TSE acompanhou o voto da relatora Estella Aranha, que concordou com a posição de Lula.
