Flávio Bolsonaro agradece a Javier Milei pelo asilo político concedido a condenado por atos de 8 de janeiro. Encontro no Chile gera polêmica no Planalto!
No dia 4 de março, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) expressou sua gratidão ao presidente argentino Javier Milei por conceder asilo político a um condenado pelos eventos de 8 de janeiro, quando manifestantes invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes em Brasília, em 2023.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Flávio comentou: “Um grande abraço do meu pai, do meu irmão, e muito obrigado por ter sido o primeiro a reconhecer o primeiro asilo político de um brasileiro na Argentina. Há esperança.”
O encontro entre Flávio e Milei ocorreu no Chile, durante a cerimônia de posse do novo presidente do país. O presidente argentino respondeu a Flávio: “Já ganhou”, referindo-se às eleições presidenciais brasileiras marcadas para outubro deste ano.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O novo presidente do Chile, José Antonio Kast, é conhecido por suas posições direitistas e por ser filho de um imigrante alemão que integrou o partido Nazista.
A presença de Flávio na cerimônia de posse gerou desconforto no Palácio do Planalto. A jornalista Tainá Falcão, da CNN, apurou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) optou por não comparecer ao evento para evitar o senador. Essa decisão resultou em críticas por parte de Flávio, que é considerado o sucessor de Jair Bolsonaro na disputa presidencial.
Flávio tem se posicionado como uma figura mais moderada em comparação ao pai, sendo frequentemente chamado de “o Bolsonaro que se vacinou” em relação à vacina contra a Covid-19, uma referência ao ex-presidente durante a pandemia.
No início de março, a Comissão Nacional para Refugiados da Argentina (Conare) concedeu asilo a Joel Borges Correa, que estava foragido da Justiça brasileira pelos ataques aos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023. Correa, condenado a 13 anos e seis meses de prisão, foi preso na Argentina em novembro de 2024.
Embora o governo argentino afirme que a decisão da Conare é autônoma, especialistas em extradições argumentam que a decisão final cabe ao Executivo. Além de Correa, outros quatro brasileiros também tiveram suas extradições determinadas e estão sob prisão domiciliar.
Autor(a):
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.