Fita demo dos Beatles gera batalha judicial entre herdeiros e Universal Music Group

Uma fita demo inédita dos Beatles gera uma intensa disputa judicial entre os herdeiros de Geoff Emerick e a Universal Music. Descubra os detalhes dessa batalha!

16/05/2026 11:21

3 min

Fita demo dos Beatles gera batalha judicial entre herdeiros e Universal Music Group
(Imagem de reprodução da internet).

Fita demo dos Beatles gera disputa judicial

Uma fita demo de uma gravação dos Beatles foi descoberta entre os pertences de um engenheiro de som, resultando em uma batalha legal sobre os direitos do material. De acordo com a Billboard, Geoff Emerick começou a trabalhar como engenheiro de som nos estúdios EMI, que mais tarde foram renomeados para Abbey Road, em 1962.

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Naquele período, uma banda ainda desconhecida gravou uma demo no estúdio.

John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e o baterista Pete Best registraram quatro faixas naquele dia, incluindo “Bésame Mucho”, “Love Me Do”, “PS, I Love You” e “Ask Me Why”. A fita magnética foi enviada ao produtor musical George Martin, na sede da EMI, localizada na Manchester Square.

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Posteriormente, o grupo alcançou o sucesso com a entrada de um novo baterista, formando o quarteto que se tornaria mundialmente famoso.

Descoberta e disputa legal

A fita, que representa a primeira gravação conhecida dos artistas, gerou uma disputa judicial após o filho de Geoff Emerick, Martin Emerick, encontrar o material após a morte do pai, em 2018. O engenheiro de som manteve a fita demo ao longo dos anos e, ao encontrá-la, os herdeiros de Emerick solicitaram ao juiz que os reconhecesse como os legítimos proprietários do material.

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A disputa legal contra a UMG (Universal Music Group) está em andamento nos tribunais de Los Angeles.

Como Emerick faleceu sem deixar testamento, um processo foi instaurado para resolver a questão. Documentos judiciais analisados pela Billboard indicam que os advogados consideram o material um “artefato das primeiras gravações dos Beatles”. A Universal Music, que adquiriu a EMI em 2012, tomou conhecimento da fita quando ela foi colocada à venda online, poucas semanas após a morte de Emerick.

A gravadora, então, entrou em contato e “exigiu sua devolução”.

Argumentos das partes envolvidas

Com a propriedade da fita em disputa, ambas as partes apresentaram petições formais no tribunal de sucessões, solicitando ao juiz que os reconhecesse como proprietários. As evidências do caso mostram que o engenheiro de áudio não estava presente nas gravações da fita.

No entanto, os herdeiros argumentam que Emerick tinha a intenção de resgatar a demo, uma vez que a EMI havia legalmente abandonado a propriedade dos artefatos.

O espólio defende que as fitas não existiriam se não fosse por Emerick e também alega que a reivindicação sobre a fita está prescrita, pois, segundo eles, o prazo expirou seis anos após a demo ter deixado o estúdio. Por outro lado, a Universal Music afirma que o material não foi abandonado, apenas não estava mais em fase de desenvolvimento e que não deveriam ter retirado de onde estava.

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

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