Financiamentos veiculares sobem 10% em Julho de 2026
Financiamentos veiculares sobem 10% em Julho de 2026: análise aponta desafios ao crédito automotivo.
O mercado de crédito veicular registrou um aumento significativo no mês passado: somaram – se 674.735 unidades financeiradas até julho de 2026.
Segundo dados da Trillia— linha de negócios dedicada a analytics por parte da B 3 —, o volume representa alta de 5,6% em comparação com os números registrados em julho do ano anterior. No acumulado dos primeiros sete meses deste ano, foram realizados quatro milhões, quarenta e cinco mil duzentos financiamentos, marcando uma elevação de 10%.
Desempenho das categorias veiculares
Os automóveis leves continuaram sendo responsáveis pela maior fatia total dessas operações financeiras no período analisado. Foram contabilizados 479.987 desses financiamentos somente em julho; desse montante, quase metade era composta por veículos usados (355.054), enquanto os novos somaram 124.933.
O crescimento do segmento leve foi robusto: o volume cresceu 6,1% se comparando ao mesmo mês de dois mil e vinte e cinco.
Motos e carros pesados
As motocicletas também apresentaram forte desempenho na comparação anual com sete anos atrás, totalizando um aumento expressivo que levou a soma para 163.587 financiamentos. Desses números, mais da metade era referente à unidades novas (118.318), enquanto as usadas somaram 45.269 operações.
Por fim, os veículos pesados registraram o maior crescimento percentual entre todas as categorias analisadas no período de doze meses; houve alta de 15,5%, atingindo marca de apenas 30.005 operações financeiras em julho.
Análise por idade e prazo dos carros
A média geral para prazos de financiamento aumentou ligeiramente: passou de quatro anos e meio — ou seja, 45 meses—, registrado em julho de dois mil vinte e cinco, subiu para sete meses (47) até julho deste ano. Para os veículos novos, o tempo médio ficou estabelecido em quarenta três meses.
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Ao analisar a composição da frota financiada, observaram – se variações conforme a faixa etária. Os modelos com uso entre zero e trinta anos apresentaram um aumento expressivo no prazo médio dos empréstimos; já aqueles na categoria superior aos doze anos não tiveram esse mesmo comportamento estatístico.
Impacto nos preços médios
No que diz respeito ao custo das máquinas, houve sinais de retração tanto para carros 0 km quanto usados. Para os veículos novos, o preço caiu uma média mensalizada em torno de 1,2% durante julho. As maiores quedas foram notadas nas picapes compactas (-2,3%), hatchbacks (-1,4%) e também nas derivadas automotivas (picapes -1,5%.
O recuo se manteve no mercado usado: a queda média foi registrada na casa dos um por cento mensais; contudo, olhando apenas aos modelos mais antigos — acima de doze anos —, as reduções chegaram até oito vírgula dois%. Em comparação anual para usados, SUVs registraram os mayores cortes.
Distribuição geográfica das operações
Em termos geográficos, o estado de São Paulo concentrou em julho o maior volume total de financiamentos veiculares. A região paulista contabilizou 171.408 dessas transações financeiras importantes. Minas Gerais veio logo atrás com uma marca expressiva: sessenta e um mil quatrocentos trinta três unidades foram operadas no segundo lugar na lista estadual do país.”