Financiamento por Vaquinhas Virtuais já ultrapassa R$ 500 mil para eleições de 2026!

Financiamento por Vaquinhas Virtuais Ultrapassa Meio Milhão em Doações
O financiamento coletivo por meio de vaquinhas virtuais para pré-candidatos nas eleições de 2026 já superou a marca de meio milhão de reais em doações. A CNN analisou os dados divulgados entre a manhã de sexta-feira e a noite de domingo (17) por uma das empresas autorizadas pelo TSE a operar essa modalidade.
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No total, quatro instituições têm permissão para prestar esse serviço, sendo que a “Quero Apoiar” é a única que, até o momento, disponibiliza as informações em seu site.
Conforme os dados da empresa, o maior volume arrecadado no período foi do pré-candidato à Presidência. Até às 19h de domingo, o presidenciável acumulava R$ 165.550 em doações feitas por 2.406 apoiadores. Na pesquisa eleitoral mais recente, Renan Santos aparece em 5º lugar, com 2% das intenções de voto.
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Em segundo lugar, está o deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS), que busca uma vaga no Senado neste ano. Durante o período analisado, o parlamentar arrecadou R$ 133.141 em doações de 1.158 pessoas.
Ranking dos Pré-Candidatos com Mais Doações
- Renan Santos (Missão), presidência: R$ 166.629
- Marcel Van Hattem (Novo), Senado: R$ 133.876
- Gustavo Gayer (PL), Senado: R$ 55.974
- Jones Manoel (PSol), Câmara: R$ 54.512
- Rony Gabriel (Podemos), Câmara: R$ 41.483
- Daniel Soranz (PSD), Câmara: R$ 39.954
- Kim Kataguiri (Missão), governo de SP: R$ 34.853
- Ana Hering (Missão), Câmara: R$ 16.610
- Victor Antoun (Missão), Câmara: R$ 14.203
- Delegado Felipe Curi (PP), Câmara: R$ 13.195
Entre os partidos, o Missão se destaca em arrecadação, concentrando mais de R$ 200 mil em doações. O partido foi fundado pelo MBL (Movimento Brasil Livre) e teve seu registro aprovado pelo TSE em novembro de 2025.
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Vaquinhas Virtuais e Legislação Eleitoral
O financiamento coletivo por meio de vaquinhas virtuais foi incorporado à legislação eleitoral pela reforma de 2017, criando uma nova modalidade de arrecadação para campanhas. As doações para o pleito de 2026 começaram na última sexta-feira (15).
Esse modelo permite que plataformas digitais e aplicativos intermedeiem doações feitas pela internet para candidatos e partidos, mas apenas empresas previamente cadastradas e aprovadas pelo TSE podem realizar as arrecadações.
Desde 2015, o financiamento eleitoral por empresas é proibido no Brasil, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal. Atualmente, apenas pessoas físicas podem contribuir para campanhas, enquanto as plataformas cadastradas no TSE atuam exclusivamente na operação das vaquinhas virtuais.
Requisitos para Funcionamento das Plataformas
Para operar, essas plataformas devem atender a uma série de exigências da Justiça Eleitoral, incluindo cadastro prévio no TSE, identificação dos doadores com nome e CPF, emissão de recibos eleitorais e divulgação pública das doações recebidas.
As operadoras também precisam informar imediatamente à Justiça Eleitoral e aos candidatos sobre cada contribuição realizada, além de esclarecer as taxas administrativas cobradas pelo serviço.
Até o momento, quatro empresas foram habilitadas pelo tribunal para operar o financiamento coletivo nas eleições deste ano: AppCívico Consultoria Ltda., Elegis Gestão Estratégica, GMT Tecnologia e QueroApoiar.com.br Ltda. Contudo, apenas esta última concentrou quantidades significativas de doações e disponibilizou os dados publicamente.
Embora a arrecadação tenha sido liberada na sexta-feira, os valores só podem ser repassados aos candidatos após o cumprimento de requisitos legais, como a abertura de conta bancária específica para campanha e a emissão dos recibos eleitorais.
Esta será a quinta vez que o financiamento coletivo será utilizado em eleições no Brasil, tendo sido adotado nos pleitos de 2018, 2020, 2022 e 2024. Nas eleições municipais de 2024, 160 candidatos a prefeito declararam receitas obtidas por meio de vaquinhas virtuais, incluindo 12 prefeitos eleitos no primeiro turno.
Autor(a):
Ricardo Tavares
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.



