O fim do tratado New START gera incertezas globais, segundo Augusto Teixeira. A análise revela riscos de erros de cálculo entre potências nucleares. Saiba mais!
O encerramento do tratado New START, que regulava o controle de armas nucleares entre Estados Unidos e Rússia, torna o mundo mais imprevisível e perigoso. Essa é a análise de Augusto Teixeira, professor de Relações Internacionais da UFPB, durante o WW.
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Teixeira destacou que essa situação adiciona mais incertezas ao cenário global. “O fim do regime de controle de armas não é o único problema, mas sim a rápida deterioração da ordem internacional que estabelecia normas básicas nas relações entre países”, explicou.
O especialista alertou que, em um ambiente onde esferas de influência se tornam predominantes e o uso da força é cada vez mais comum, a proliferação de armas nucleares pode se normalizar. “A questão do emprego coercitivo pode se tornar algo corriqueiro”, afirmou.
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Teixeira também ressaltou que o atual cenário aumenta o risco de erros de cálculo entre potências nucleares. “Esses países não toleram amadorismo ou erros. A margem de erro é extremamente reduzida”, enfatizou.
Apesar das preocupações, o professor acredita que o fim do acordo não é necessariamente devastador. “Embora haja medo, também existe um elemento de racionalidade mínima entre os Estados, que buscam sua própria sobrevivência”, concluiu Teixeira.
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Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.