Fim da escala de trabalho 6×1 está em pauta no Congresso! Propostas para reduzir a jornada de trabalho ganham força, mas enfrentam resistência. Saiba mais!
A proposta de acabar com a escala de trabalho 6×1 é uma pauta prioritária para o governo e está em discussão na Câmara e no Senado. Com a retomada das atividades no Congresso prevista para daqui uma semana, a base aliada do Executivo avalia qual proposta terá mais apoio nas negociações.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Esse tema deve ser destacado na campanha pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Apesar de seu apelo popular, a proposta enfrenta resistência de setores produtivos, que temem impactos econômicos. Atualmente, há quatro propostas de Emenda à Constituição sobre a escala 6×1 tramitando no Congresso.
A proposta mais antiga, datada de 2015, está no Senado e aguarda votação. Ela foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no final do ano passado. O parecer do senador Rogério Carvalho (PT-SE) sugere uma transição gradual para uma jornada máxima de 36 horas semanais, com o texto original apresentado pelo senador Paulo Paim (PT-RS).
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Na Câmara, a proposta ganhou força no ano passado, impulsionada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP). Atualmente, está em análise em uma subcomissão e aguarda votação. A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, acredita que a redução da jornada de trabalho pode ser aprovada ainda este ano, ressaltando a importância do tema para a dignidade das pessoas.
Desde 1995, o Legislativo debate a redução da jornada de trabalho, com pelo menos 13 propostas apresentadas e arquivadas. As propostas em tramitação buscam alterar o artigo 7º da Constituição, que trata da duração da jornada semanal e do repouso semanal remunerado.
Além das PECs, há também projetos de lei na Câmara que buscam promover alterações na CLT, visando a redução da jornada semanal de trabalho e a regulamentação do repouso semanal remunerado.
Autor(a):
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.