Fiji enfrenta epidemia de HIV com 1 em cada 60 pessoas infectadas

Fiji enfrenta epidemia de HIV com 1 em cada 60 pessoas infectadas, impulsionada por uso de drogas e sexo desprotegido.

Uma equipe do programa Moonlight da Medical Services Pacific oferece testes gratuitos de HIV durante uma visita de assistência a um bairro de Suva, Fiji, em 19 de março de 2026.

Uma onda de infecções por HIV está se espalhando por Fiji, impulsionada pelo uso de drogas e pela falta de proteção nas relações sexuais. A diretora nacional da UNAIDS para Fiji e o Pacífico, Renata Ram, alertou para a gravidade da situação em meio a uma crise de saúde pública no país insular.

Em uma visita de extensão a um bairro de Suva, no dia 19 de março de 2026, uma equipe do programa Moonlight da Medical Services Pacific ofereceu testes gratuitos de HIV à população local. A ação busca conter o avanço de uma epidemia que, segundo especialistas, tem se agravado nos últimos anos.

Estigma como barreira ao tratamento

Renata Ram, fotografada no escritório das Nações Unidas em Suva, destacou que o preconceito ainda é um dos maiores obstáculos para quem precisa de cuidados. “Por favor, não deixe que o medo tome decisões por você”, afirmou a diretora. “Saber seu status de HIV lhe dá o poder de fazer algo a respeito.”

A declaração de Ram reflete a realidade enfrentada por muitos fijianos, que evitam buscar diagnóstico ou tratamento por receio da discriminação. A UNAIDS tem reforçado a importância de campanhas educativas e do acesso a serviços de saúde sem julgamento.

O programa Moonlight, operado pela Medical Services Pacific, atua justamente para levar testes e informações a comunidades onde o estigma é mais forte. A iniciativa já alcançou bairros inteiros em Suva, oferecendo aconselhamento e encaminhamento para tratamento.

Crise ligada a drogas e sexo desprotegido

Especialistas apontam que o aumento de casos está diretamente relacionado ao uso de drogas injetáveis e à prática de sexo desprotegido. A combinação desses fatores criou um cenário de transmissão acelerada do vírus, especialmente entre jovens e populações vulneráveis.

Renata Ram e sua equipe têm pressionado por políticas públicas mais eficazes, que incluam distribuição de preservativos, programas de redução de danos e ampliação do acesso a medicamentos antirretrovirais. Sem essas medidas, o risco é de que a crise se aprofunde ainda mais no Pacífico.

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A visita da equipe do Moonlight a Suva, registrada em 19 de março de 2026, é um exemplo dos esforços em campo para conter a epidemia. Mas, segundo a diretora da UNAIDS, o combate ao HIV em Fiji exige mais do que ações pontuais — precisa de uma mudança cultural duradoura.