FIFA utiliza música para amenizar vaias durante pausas para hidratação na Copa do Mundo de 2026

Uma disputa pouco convencional está em andamento durante os jogos da Copa do Mundo de 2026, que ocorre nos Estados Unidos. O foco dessa batalha? As pausas para hidratação, que se tornaram um ponto de discórdia entre torcedores e organizadores. Para atenuar a insatisfação do público, a FIFA tem utilizado uma estratégia inusitada: a música.
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As interrupções, além de servirem para a hidratação dos atletas, têm sido recebidas com vaias crescentes por parte dos espectadores, que veem essas paradas como uma forma de fragmentar o tempo de jogo.
Música como resposta às vaias
No segundo tempo do jogo entre África do Sul e República Tcheca, realizado na última quinta-feira, as vaias ressoaram pelo estádio durante a pausa para hidratação. Para contornar a situação, a organização rapidamente acionou a famosa canção “Take Me Home, Country Roads”, de John Denver, transformando o descontentamento em um coro uníssono de mais de 67 mil pessoas.
Uma cena semelhante ocorreu no confronto entre Espanha e Arábia Saudita, onde a música também foi utilizada para silenciar os protestos.
Em Dallas, durante o embate entre Inglaterra e Croácia, a trilha sonora escolhida foi “Mr. Brightside”, da banda The Killers. Na partida entre EUA e Austrália em Seattle, uma banda de metais animou as arquibancadas, garantindo que as vaias fossem substituídas por aplausos durante o intervalo.
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Em outro jogo em Dallas, entre Argentina e Áustria pelo Grupo J, o sucesso “Macarena”, da dupla Los del Río, foi utilizado na mesma estratégia. Essas intervenções musicais revelam uma tática astuta dos DJs responsáveis por animar os estádios americanos.
Choque cultural nas arquibancadas
A cultura do futebol americano é marcada por uma tradição vibrante de cantos e gritos que exaltam jogadores ou provocam adversários. O ambiente em partidas de futebol nos Estados Unidos é amplamente moldado por comandos visuais exibidos nos telões das arenas.
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Frases como “Make some noise!” ou “EVERYBODY CLAP YOUR HANDS!” são comuns durante os eventos esportivos locais. No entanto, o clima festivo da Copa do Mundo propicia um cenário ideal para que os torcedores se unam em cantorias.
Essa atmosfera contagiante já é notada desde os momentos pré-jogo em bares e fan fests até os hinos e canções que viralizam após as partidas — como “Wonderwall” entre os ingleses e “Country Roads” novamente entre os americanos. Os DJs dos estádios têm percebido essa tendência e estão explorando-a ao máximo.
A controvérsia das pausas para hidratação
As pausas para hidratação não são novidade no futebol, mas nesta edição da Copa do Mundo elas foram tornadas obrigatórias mesmo em estádios climatizados como os de Dallas e Houston. Essa mudança gerou críticas sobre uma suposta “americanização” do esporte, dividindo os 90 minutos de jogo em quatro períodos de 22 minutos e meio.
Muitos torcedores estrangeiros consideram essa alteração um desrespeito à tradição do futebol.
Após as vaias iniciais dos torcedores ingleses durante a estreia contra a Croácia, o descontentamento se espalhou rapidamente. Agora, sempre que as transmissões cortam para comerciais após as pausas para hidratação, as vaias ecoam nas arquibancadas.
Torcedores aguardam ansiosamente a seleção musical do DJ para mudar o clima do estádio — frequentemente em questão de segundos.
A prática de cantar junto com milhares de estranhos pode ser universalmente apreciada; embora o termo “karaokê” tenha raízes japonesas, o desejo humano por essa experiência coletiva transcende fronteiras culturais.
Autor(a):
Gabriel Furtado
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.



