Gianni Infantino reafirma compromisso da FIFA com a Copa do Mundo, ignorando tensões entre EUA e Irã. O que isso significa para o torneio? Descubra!
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, declarou nesta quinta-feira (19) que a entidade não possui a capacidade de intervir em conflitos geopolíticos. Ele reafirmou a intenção de manter o calendário da Copa do Mundo conforme o planejado, mesmo diante da pressão gerada pela crescente tensão entre Estados Unidos e Irã.
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A afirmação foi feita durante uma reunião do Conselho da FIFA.
Embora não tenha mencionado diretamente o conflito, Infantino reconheceu o impacto da situação internacional sobre o torneio, que ocorrerá em junho com sedes nos Estados Unidos, México e Canadá. “A FIFA não pode resolver conflitos geopolíticos, mas estamos comprometidos em usar o poder do futebol e da Copa do Mundo para construir pontes e promover a paz, pois nossos pensamentos estão com aqueles que sofrem devido às guerras em curso”, afirmou o dirigente.
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A participação da seleção iraniana no Mundial tem sido tema de debate nas últimas semanas. A equipe tem três partidas programadas na fase de grupos, todas em solo norte-americano, com duas em Los Angeles e uma em Seattle. Em meio ao cenário político, autoridades do Irã começaram a discutir a possibilidade de mudanças na participação da seleção.
O embaixador do Irã no México sugeriu a realização de jogos em solo mexicano, uma hipótese que, no entanto, não está sendo considerada pela FIFA neste momento. Essa posição foi reforçada pelo presidente da federação iraniana, Mehdi Taj, que mencionou a possibilidade de um boicote apenas aos jogos nos Estados Unidos. “A seleção nacional está treinando na Turquia e também jogaremos duas partidas amistosas lá.
Vamos boicotar os Estados Unidos, mas não a Copa do Mundo”, declarou Taj.
Infantino, por sua vez, descartou qualquer alteração no cronograma da competição e reafirmou o compromisso da entidade em realizar o torneio conforme o planejamento. “A FIFA espera que todas as equipes participantes competam em um espírito de fair play e respeito mútuo.
Temos um calendário. Em breve, teremos as 48 seleções confirmadas e queremos que a Copa do Mundo aconteça conforme o planejado”, concluiu.
Autor(a):
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.