Fiesp Aponta Limite Exaustivo em Carta ao Banco Central
Após a decisão do Banco Central de manter a taxa Selic, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, enviou uma carta ao presidente da autoridade monetária, Gabriel Galípolo. Na correspondência, Skaf destacou que o Brasil se encontra em um “limite exaustivo”.
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“Embora compreenda o rigor técnico que norteia as decisões desta autoridade monetária, é forçoso reconhecer que o Brasil atingiu um limite exaustivo. Apelo à sua sensibilidade: a manutenção de juros tão elevados impõe um prejuízo severo ao povo brasileiro”, afirmou Skaf.
Impactos da Taxa Selic Elevada
Atualmente, a Selic permanece acima de 10%, com o Banco Central mantendo a taxa básica de juros em 15%, o maior patamar em 20 anos. Skaf alertou que essa situação gera um quadro de asfixia econômica. “Empresas sólidas sofrem desvalorização, a inadimplência cresce em níveis alarmantes e o incentivo ao investimento torna-se inexistente”, disse.
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Ele questionou: “Por que empreender, inovar ou expandir operações se o capital é mais bem remunerado na inércia da renda fixa?” A taxa básica serve como referência para o mercado financeiro, mas Skaf ressaltou que o setor produtivo e os cidadãos enfrentam custos adicionais que tornam o crédito inviável.
Proposta de Diálogo com o Banco Central
O presidente da Fiesp enfatizou a dificuldade em justificar o adiamento de um ciclo de afrouxamento monetário, cujas condições já parecem consolidadas. Ele propôs um encontro institucional com a autoridade monetária para discutir “os rumos do Brasil e contribuir com a visão de setores produtivos para o desenvolvimento do país”.
