Fiemg alerta para falhas no arcabouço fiscal e defende corte de gastos. Presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, critica timing da reforma tributária e CBS/IBS
O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, expressou preocupação com a implementação do novo arcabouço fiscal, anunciado em 31 de agosto de 2023. Em entrevista, Roscoe argumentou que o governo federal deveria ter priorizado o corte de gastos antes de avançar com a reforma tributária, que foi promulgada pelo Congresso.
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Roscoe reconheceu que a reforma tributária trouxe um certo equilíbrio para a indústria, mas criticou o momento em que foi implementada. Segundo ele, se a reforma administrativa tivesse ocorrido antes, o Brasil poderia estar operando com um CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) maiores.
O presidente da Fiemg também comentou sobre a taxação de 20% do Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50, que entrou em vigor em agosto de 2025. Roscoe questionou a lógica de tributar o nacional em detrimento do importado, defendendo que essa prática seria um “crime de lesa-pátria” e uma medida populista.
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Roscoe classificou o arcabouço fiscal atual como “morto”, criticando a avaliação de que os gastos crescerão sempre acima da inflação, com um mínimo de 0,6% e um máximo de 2,5%. Ele defendeu que a revisão dos efeitos da reforma deveria ser anual, em vez de a cada cinco anos.
Em sua defesa da indústria, Roscoe mencionou a necessidade de medidas antidumping, citando a entrada de produtos da indústria chinesa no Brasil. Ele argumentou que a taxação de importações específicas poderia proteger a indústria nacional.
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Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.