Fictor Holding Financeira pede recuperação judicial após crise de liquidez e queda de 50% nas ações. Entenda os impactos da liquidação do Banco Master!
A Fictor Holding Financeira protocolou um pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo no domingo, dia 1º. A medida foi tomada em decorrência de uma crise de liquidez, originada pela tentativa de aquisição do Banco Master, conforme informou a empresa.
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No pedido, a Fictor revelou ter recebido R$ 3 bilhões em investimentos de seus sócios até 17 de novembro, um dia antes da liquidação do Banco Master. Desde então, o grupo observou pedidos de retirada que, até 31 de janeiro, totalizaram cerca de 71,38% do valor inicialmente aportado.
Após a liquidação do Banco Master, decretada pela autoridade monetária em 18 de novembro, o consórcio de investidores globais liderado pela Fictor enfrentou uma queda significativa no valor de mercado das empresas do grupo. As ações da Fictor Alimentos S.A., subsidiária listada na B3, caíram cerca de 50% entre 17 de novembro e 1º de fevereiro, conforme relatado ao Poder Judiciário.
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Durante dezembro de 2025, a Fictor passou a ser alvo de intensa cobertura negativa na mídia, com reportagens e análises que questionavam a solidez da operação anunciada e o papel do grupo na crise envolvendo o banco. Essa repercussão adversa levou parceiros, fornecedores, clientes e sócios a adotarem uma postura mais cautelosa em relação à Fictor e suas subsidiárias, resultando em um aumento atípico nas solicitações de retirada nos contratos de Sociedade em Conta de Participação.
O Banco Master, ao ser contatado, informou que não irá se manifestar sobre a situação atual da Fictor Holding Financeira.
Autor(a):
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.