Fhemig mantém greve: trabalhadores criticam avanços e cobram reajuste salarial urgente

Fhemig mantém mobilização após negociações com governo estadual. Saiba por que os trabalhadores estão desapontados com os avanços!

20/04/2026 11:37

3 min

Fhemig mantém greve: trabalhadores criticam avanços e cobram reajuste salarial urgente
(Imagem de reprodução da internet).

Trabalhadores da Fhemig Mantêm Mobilização Após Negociações com Governo Estadual

Os funcionários da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) optaram por manter o estado de mobilização e greve após uma assembleia realizada na última segunda-feira, dia 13. A categoria avaliou os resultados das conversas com o governo estadual e sentiu que os avanços nas principais reivindicações foram insuficientes.

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A assembleia foi convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores na Rede Fhemig (Sindipros/Asthemg). O encontro discutiu os desdobramentos de uma reunião anterior, que ocorreu em 9 de abril, envolvendo a Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) e a direção da fundação.

Avaliação da Categoria: Frustração com Poucas Soluções

Na ocasião anterior, o governo havia se comprometido a apresentar respostas detalhadas às demandas dos trabalhadores em um novo encontro. Apesar de alguns pontos terem sido abordados, o sentimento geral entre os funcionários é de desapontamento.

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Os trabalhadores resumiram o sentimento com a frase: “Muita reunião e pouca solução”. Entre os poucos avanços confirmados, destaca-se a regularização do vale-transporte em Sete Lagoas, com promessa de ressarcimento dos valores pagos entre janeiro e março de 2026.

Temas Estruturais Sem Respostas Claras

Contudo, questões mais estruturais, como o reajuste salarial e o aumento da ajuda de custo, permanecem sem resposta definitiva. Segundo a Seplag, o estado não possui recursos para ampliar benefícios, mantendo apenas o reajuste de 5,4% já aprovado pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

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A discussão sobre a redução da jornada para 30 horas para os Técnicos Operacionais de Saúde (TOS) também segue indefinida. O governo mencionou que aguarda diálogo com o Tribunal de Contas do Estado (TCE) para avaliar a viabilidade dessa mudança.

Outras Pautas em Debate

Em relação à insalubridade, a direção da Fhemig se comprometeu a revisar os critérios de classificação dos graus de risco e estudar a vinculação do benefício ao salário-mínimo. Um novo levantamento deverá ser realizado em até 120 dias, com acompanhamento dos próprios trabalhadores.

Problemas no sistema Tasy, usado na gestão hospitalar, também foram discutidos. A fundação garantiu que fará reuniões específicas para avaliar falhas e possíveis ajustes na implementação da plataforma. A questão do “plantão a mais” ainda não tem definição, pois as tratativas com a Procuradoria do Estado e a Controladoria-Geral ainda não foram concluídas.

Manutenção da Pressão por Melhorias

Para Carlos Martins, presidente do Sindpros/Asthemg, a ausência de respostas concretas reforça a necessidade de intensificar a mobilização. Ele alertou que, sem um processo mais contundente, o resultado será apenas mais reuniões sem objetivos claros.

Martins também criticou a gestão do governador Mateus Simões (PSD), comparando a postura atual com a de administrações anteriores no tratamento dado aos servidores da saúde. Como medida, a categoria decidiu manter as ações de mobilização, incluindo protestos na ALMG.

Próximos Passos e Audiência Judicial

Os trabalhadores aguardarão novos desdobramentos das negociações. Além disso, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) agendou uma audiência de conciliação para o dia 27 de abril, referente à greve iniciada em 17 de março. Caso a paralisação seja considerada legal, há a possibilidade de retomada por tempo indeterminado.

O dirigente sindical reforçou a necessidade de ação direta, afirmando que “para podermos parar com essa enrolação, é com movimento na rua”. O governo não emitiu posicionamento oficial sobre as demandas da categoria até o fechamento da reportagem.

Autor(a):

Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.

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