Fhemig mantém greve: trabalhadores criticam avanços e cobram reajuste salarial urgente

Trabalhadores da Fhemig Mantêm Mobilização Após Negociações com Governo Estadual
Os funcionários da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) optaram por manter o estado de mobilização e greve após uma assembleia realizada na última segunda-feira, dia 13. A categoria avaliou os resultados das conversas com o governo estadual e sentiu que os avanços nas principais reivindicações foram insuficientes.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A assembleia foi convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores na Rede Fhemig (Sindipros/Asthemg). O encontro discutiu os desdobramentos de uma reunião anterior, que ocorreu em 9 de abril, envolvendo a Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) e a direção da fundação.
Avaliação da Categoria: Frustração com Poucas Soluções
Na ocasião anterior, o governo havia se comprometido a apresentar respostas detalhadas às demandas dos trabalhadores em um novo encontro. Apesar de alguns pontos terem sido abordados, o sentimento geral entre os funcionários é de desapontamento.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Os trabalhadores resumiram o sentimento com a frase: “Muita reunião e pouca solução”. Entre os poucos avanços confirmados, destaca-se a regularização do vale-transporte em Sete Lagoas, com promessa de ressarcimento dos valores pagos entre janeiro e março de 2026.
Temas Estruturais Sem Respostas Claras
Contudo, questões mais estruturais, como o reajuste salarial e o aumento da ajuda de custo, permanecem sem resposta definitiva. Segundo a Seplag, o estado não possui recursos para ampliar benefícios, mantendo apenas o reajuste de 5,4% já aprovado pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
Leia também
A discussão sobre a redução da jornada para 30 horas para os Técnicos Operacionais de Saúde (TOS) também segue indefinida. O governo mencionou que aguarda diálogo com o Tribunal de Contas do Estado (TCE) para avaliar a viabilidade dessa mudança.
Outras Pautas em Debate
Em relação à insalubridade, a direção da Fhemig se comprometeu a revisar os critérios de classificação dos graus de risco e estudar a vinculação do benefício ao salário-mínimo. Um novo levantamento deverá ser realizado em até 120 dias, com acompanhamento dos próprios trabalhadores.
Problemas no sistema Tasy, usado na gestão hospitalar, também foram discutidos. A fundação garantiu que fará reuniões específicas para avaliar falhas e possíveis ajustes na implementação da plataforma. A questão do “plantão a mais” ainda não tem definição, pois as tratativas com a Procuradoria do Estado e a Controladoria-Geral ainda não foram concluídas.
Manutenção da Pressão por Melhorias
Para Carlos Martins, presidente do Sindpros/Asthemg, a ausência de respostas concretas reforça a necessidade de intensificar a mobilização. Ele alertou que, sem um processo mais contundente, o resultado será apenas mais reuniões sem objetivos claros.
Martins também criticou a gestão do governador Mateus Simões (PSD), comparando a postura atual com a de administrações anteriores no tratamento dado aos servidores da saúde. Como medida, a categoria decidiu manter as ações de mobilização, incluindo protestos na ALMG.
Próximos Passos e Audiência Judicial
Os trabalhadores aguardarão novos desdobramentos das negociações. Além disso, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) agendou uma audiência de conciliação para o dia 27 de abril, referente à greve iniciada em 17 de março. Caso a paralisação seja considerada legal, há a possibilidade de retomada por tempo indeterminado.
O dirigente sindical reforçou a necessidade de ação direta, afirmando que “para podermos parar com essa enrolação, é com movimento na rua”. O governo não emitiu posicionamento oficial sobre as demandas da categoria até o fechamento da reportagem.
Autor(a):
Sofia Martins
Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.



