FGTS: Novas Regras Entram em Vigor em 2026
As regras do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) passaram por importantes transformações a partir de 2025, impactando tanto trabalhadores quanto empregadores. Em 2026, mudanças significativas no Saque-Aniversário e a obrigatoriedade do PIX para o pagamento consolidaram o FGTS Digital como ferramenta central na gestão financeira.
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Saque-Aniversário: Mudanças e Novas Regras
A modalidade de Saque-Aniversário, que permite o resgate de parte do saldo do FGTS anualmente, teve algumas alterações em 2026. Para evitar o uso desmedido do fundo, novas regras foram implementadas:
- Carência de 90 Dias: Ao optar pelo Saque-Aniversário, o trabalhador precisa aguardar três meses antes de conseguir contratar qualquer empréstimo de antecipação.
- Limite de Antecipação: O valor máximo que pode ser retirado por parcela anual foi reduzido para um máximo de cinco parcelas por operação.
- Teto de Valores: O valor máximo que pode ser retirado por parcela anual ficou entre R$ 100,00 e R$ 500,00.
- Frequência: Apenas uma operação de antecipação (empréstimo) é permitida por ano.
FGTS Digital e Pagamento via PIX
Para os empregadores, a plataforma FGTS Digital se consolidou como o único meio de recolhimento do fundo. A principal mudança em 2026 é a obrigatoriedade absoluta do PIX como método de pagamento, garantindo que o dinheiro caia na conta do trabalhador quase em tempo real e facilitando a fiscalização pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
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Liberação de Saldos Retidos
Uma das maiores novidades de 2026 é o pagamento dos saldos que ficaram “presos” para quem foi demitido entre 2020 e 2025 e estava na Pela nova Medida Provisória, cerca de 14 milhões de trabalhadores estão sendo beneficiados. A segunda parcela desses valores retidos começou a ser paga em fevereiro de 2026, seguindo um cronograma escalonado pela Caixa Econômica Federal.
Importante: Se você for demitido a partir de 2026 e optar pelo Saque-Aniversário, a regra antiga de retenção do saldo principal (recebendo apenas a multa de 40%) ainda pode ser aplicada, dependendo da tramitação final das novas leis no Congresso.
