FGC Inicia Pagamentos a Credores do Banco Master
O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) anunciou que começará a efetuar os pagamentos aos credores do Banco Master a partir desta segunda-feira, dia 19. Inicialmente, aproximadamente 150 mil pessoas, entre físicas e jurídicas, devem receber os valores referentes ao ressarcimento das garantias de quem adquiriu CDBs (Certificados de Depósito Bancário) da instituição.
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O Certificado de Depósito Bancário é um tipo de investimento de renda fixa, onde o investidor empresta dinheiro ao banco e, em troca, recebe juros. Essa remuneração pode ser pré-fixada, definida no momento da aplicação, ou pós-fixada, atrelada a indicadores como o CDI.
O prazo para solicitar o ressarcimento teve início no sábado, dia 17, através do aplicativo do FGC para pessoas físicas, enquanto as empresas devem realizar os pedidos pelo site do fundo.
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Informações Importantes sobre o Processo
O FGC esclareceu que não cobra taxas para efetuar o pagamento das garantias e não utiliza intermediários. Além disso, não realiza contatos via WhatsApp ou SMS. Os saldos de correntistas e investidores estão protegidos até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição.
Por exemplo, um investidor com R$ 180 mil aplicados e R$ 100 mil em rendimentos poderá acessar até R$ 250 mil. Qualquer valor que ultrapasse esse limite deve ser solicitado durante o processo de liquidação conduzido pelo Banco Central.
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A liquidação do Banco Master implica na suspensão de todas as operações bancárias, incluindo contas correntes, aplicações financeiras e novos contratos. Os saldos existentes na data da decretação do regime especial são preservados, mas passam a integrar a massa liquidanda, que reúne todos os ativos e passivos da instituição.
Nesse contexto, os clientes se tornam credores do banco, alterando a dinâmica de acesso aos seus recursos.
Contexto da Liquidação e Investigações
O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025, no mesmo dia em que a Polícia Federal deflagrou a operação Compliance Zero, que investiga fraudes bancárias relacionadas à instituição, sob a liderança de Daniel Vorcaro.
A segunda fase da operação ocorreu em 14 de janeiro de 2026, com a determinação do ministro Dias Toffoli, do STF, para antecipar os depoimentos de ex-diretores do banco.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) informou ao STF que existem indícios de que o Banco Master teria explorado vulnerabilidades do mercado de capitais e do sistema de regulação para desviar bilhões de reais em benefício de seus controladores.
A investigação aponta um esquema complexo de gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro, utilizando fundos de investimento e empresas de fachada, muitas vezes administradas por “laranjas”.
De acordo com a Polícia Federal, o Banco Master captava recursos por meio da emissão de CDBs e os direcionava a fundos dos quais era o único cotista, adquirindo notas comerciais e direitos creditórios de empresas ligadas a seus sócios, sem lastro econômico real.
