Feminicídios Horrores: Duas Indígenas Mortas em um Mês Revelam Negligência Brutal

Feminicídios chocam! Duas indígenas, Ereni Benites e Vanusa Smikadi, perderam a vida em 2026. Brutalidade e negligência expostas! Saiba mais.

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(Imagem de reprodução da internet).

Duas Vítimas Indígenas em um Mês: Feminicídio e Negligência no Atendimento

Em 8 de março de 2026, a triste realidade da violência contra mulheres indígenas se repetiu. Duas jovens, Ereni Benites, do povo Kaiowá, e Vanusa Smikadi, da etnia Xerente, perderam a vida em circunstâncias devastadoras. A história de cada uma delas é marcada por dor e, para muitos, por um retrato da negligência e da falta de proteção que afetam as comunidades indígenas no Brasil.

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O Caso de Ereni Benites

Ereni, de 35 anos, foi encontrada morta em sua casa na aldeia Paraguassu, em Paranhos (MS). A causa da morte foi um feminicídio brutal, com o corpo carbonizado. O autor do crime, Juares Fernandes, ex-companheiro, pai de seus filhos e confessou o ato.

Ele relatou ter usado desodorante aerossol e um isqueiro para iniciar o incêndio, detalhando o horror do crime.

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A Tragédia de Vanusa Smikadi

Na mesma semana, a aldeia Funil, em Tocantínia (TO), se despediu de Vanusa Smikadi, uma adolescente de 16 anos grávida. A jovem faleceu após um período de internação no Hospital Geral de Palmas (HGP), vítima de complicações da gestação e, possivelmente, das agressões que sofria do ex-companheiro, cujo nome não foi divulgado.

A situação de Vanusa, marcada por sucessivas transferências entre unidades de saúde, gerou críticas sobre a demora no atendimento e o impacto fatal na sua vida.

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A Voz de Heid Karla

A professora e indigenista Heid Karla, que acompanhou de perto os últimos dias de Vanusa, expressou sua profunda tristeza e indignação. “O que aconteceu com a Vanusa foi a negligência em todas as esferas em que ela poderia ter sido atendida”, declarou.

Karla ressaltou que a jovem foi vítima da violência somada ao descaso, evidenciando a necessidade urgente de políticas públicas mais eficazes para proteger as mulheres indígenas.

Resposta das Autoridades

A Secretaria da Saúde Indígena, vinculada ao Ministério dos Povos Indígenas (MPI), informou que havia garantido o atendimento pré-natal de Vanusa desde setembro de 2025. No entanto, o MPI ressaltou que a oferta de serviços de média e alta complexidade dependia das redes municipais e estaduais de saúde, conforme a Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas (PNASPI).

A Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) justificou as transferências da paciente como parte do sistema de regulação estadual, buscando a continuidade da assistência médica.

Dados Alarmantes sobre Violência Indígena

Um levantamento inédito, publicado em 2025, revelou um aumento alarmante de 258% nos registros de violência contra mulheres indígenas entre 2014 e 2023. A pesquisa também apontou que a vulnerabilidade dessa população se somava a uma média nacional de 207% entre brasileiras de todas as raças no mesmo período.

O padrão se repetia: os companheiros e ex-companheiros eram os principais responsáveis pela violência física, psicológica ou sexual.

Preconceito e Discriminação no Atendimento

Ainda que o Estado brasileiro tenha a responsabilidade de proteger e amparar os povos indígenas, relatos de preconceito e discriminação no atendimento aos indígenas continuam a ser um problema. O relatório Violência contra os povos indígenas no Brasil 2025, organizado pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi), alertou sobre a desumanização e a negligência no atendimento, com casos de violência e discriminação registrados em unidades de saúde no estado de Mato Grosso do Sul.

Autor(a):

Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.

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