Feminicídio dispara em São Paulo! 😱 Alerta máximo: aumento de 96,4% em 2025 choca o Brasil. 1.568 mulheres perderam a vida. Saiba mais!
Em 2025, o estado de São Paulo registrou um aumento expressivo de 96,4% no número de feminicídios em comparação com 2021. O ano passado contabilizou 270 mulheres vítimas de feminicídio, um número que saltou de 136 casos registrados em 2021. Esses dados, divulgados nesta quarta-feira (4) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), refletem uma preocupação crescente em relação à violência contra a mulher no estado.
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A tendência alarmante não se restringe a São Paulo. Em todo o país, houve um crescimento de 14,5% nos registros de feminicídios no mesmo período. No total, foram identificadas 1.568 mulheres vítimas de feminicídio em 2025. Embora em 2022 o crescimento tenha sido de 7,6%, houve uma estabilização nos anos subsequentes, com aumentos de apenas 1% em 2023 e 2024.
No entanto, em 2025, observou-se um novo salto de 4,7%, indicando uma inflexão na trajetória dos dados.
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Samira Bueno, diretora executiva do FBSP, atribui o aumento da violência contra a mulher em São Paulo à atenção que o caso recebe, devido à sua magnitude. “Praticamente duplicou em 4 anos o número de feminicídios aqui no estado”, afirmou. A diretora ressaltou que o estado já apresentava uma consistência na qualidade do registro de informações, o que contribui para a precisão dos dados.
A preocupação com a violência contra a mulher no estado é evidente, considerando os casos recentes que ganharam destaque na mídia.
O FBSP destaca uma mudança significativa nas causas dos feminicídios. Enquanto a violência urbana, associada a conflitos e disputas, tem apresentado uma redução nas mortes, a violência doméstica tem se intensificado. Essa tendência reflete a persistência e, em certa medida, o recrudescimento da violência baseada em gênero no espaço privado.
A análise aponta para fatores estruturais como desigualdades de gênero, padrões culturais de dominação masculina e fragilidades na rede de proteção.
Em 148 casos (13,1%), as vítimas possuíam Medida Protetiva de Urgência (MPU) quando foram assassinadas. Apesar da concessão da MPU ser fundamental, a entidade avalia que a medida não é suficiente para impedir a letalidade em muitos casos. A análise do FBSP aponta para a necessidade de aprimorar o monitoramento, a fiscalização e a integração da rede de proteção.
Samira Bueno, diretora executiva do FBSP, enfatiza que o Brasil possui uma das melhores legislações de proteção à mulher do mundo e a maior pena do Código Penal para o feminicídio, mas que a solução reside na implementação efetiva das leis.
O aumento nos feminicídios em 2025, somado à evolução de outros crimes contra mulheres, exige uma reflexão sobre a eficácia das medidas de proteção e a necessidade de fortalecer a rede de apoio às vítimas. A fiscalização da MPU, que depende da atuação dos executivos, e a integração da rede de proteção são elementos cruciais para interromper trajetórias de violência e evitar que a violência alcance seu desfecho fatal.
A Lei Maria da Penha, implementada há 20 anos, consolidou avanços normativos, mas a garantia de sua efetividade ainda é um desafio a ser superado.
Autor(a):
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.