Feminicídio em São Paulo: Homem agride mulher em parque
Imagens divulgadas pela CNN Brasil mostram um homem perseguindo e agredindo uma mulher em um caso de feminicídio nesta segunda-feira (23), no Parque Novo Mundo, na zona Norte de São Paulo. A vítima, Priscila Ribeiro Verson, era amiga de Tainara Souza Santos, outra mulher assassinada em dezembro de 2025.
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No vídeo, Priscila é vista correndo pela calçada e tentando escalar um portão. O ex-companheiro dela chega em um carro branco e estaciona ao lado. Nesse momento, ela grita por socorro, e ele responde: “vai continuar gritando socorro?”. Priscila pede para que ele pare, mas acaba perdendo o equilíbrio e caindo no chão, onde é brutalmente agredida.
Agressão e morte
O homem desferiu chutes e pontapés em Priscila até perceber que ela estava desacordada. Uma pessoa que não aparece nas imagens questiona o agressor sobre suas ações, e ele responde: “chama a polícia”. Em seguida, ele coloca a vítima de ponta cabeça no banco do passageiro e entra no carro.
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Policiais militares foram chamados para atender a ocorrência no Hospital Municipal Vereador José Storopolli, onde Priscila chegou sem vida, apresentando escoriações e hematomas. O suspeito, Deivit, de 36 anos, foi detido no hospital. No veículo dele, a polícia encontrou um galão de gasolina e vestígios de sangue.
O caso foi registrado como feminicídio no 73º Distrito Policial, e o homem permanece preso à disposição da Justiça.
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Relembre o caso de Tainara
Tainara Souza Santos, de 31 anos, foi atropelada na Marginal Tietê, na altura da Vila Maria, em 29 de novembro de 2025. Segundo a Polícia Militar, ela estava com uma amiga em um bar, e a amiga saiu para encontrar um rapaz, enquanto Tainara ficou no local, sem saber do que havia ocorrido.
Imagens mostram Tainara caminhando com um homem, posteriormente identificado como suspeito, por volta das 6h20. Trinta segundos após saírem do alcance da câmera, o atropelamento é registrado. O motorista, identificado como Douglas Alves da Silva, de 26 anos, é procurado por tentativa de feminicídio.
Tainara não sobreviveu aos ferimentos e faleceu em 24 de dezembro de 2025, no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Sua mãe, Lúcia Aparecida Souza da Silva, expressou sua dor nas redes sociais e pediu justiça. Durante a internação, Tainara passou por mais de quatro cirurgias, incluindo a amputação das duas pernas abaixo do joelho.
Após o crime, Douglas foi transferido para o sistema prisional.
