O 8 de Março: Mais Uma Luta por Direitos
Em todo o Brasil, o dia 8 de março se transforma em um dia de mobilização e luta. É um momento crucial para que mulheres se unam, denunciem as diversas formas de violência que sofrem e exijam seus direitos. Essa data é um lembrete de que todos os avanços conquistados até o momento foram resultado de muita organização e luta coletiva, e que a jornada ainda não chegou ao fim.
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A Realidade da Dupla Jornada
Nos últimos anos, o aumento da participação feminina no mercado de trabalho trouxe consigo uma realidade dolorosa para muitas brasileiras: a dupla jornada. Mulheres acordam cedo para conciliar as responsabilidades domésticas – cuidar dos filhos, da casa e da alimentação da família – com seus empregos.
Em muitos casos, essa rotina se estende além do horário de trabalho, com escalas exaustivas como a 6×1, onde a mulher trabalha seis dias seguidos para ter apenas um dia de descanso.
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Feminicídio e a Urgência da Luta
A luta por melhores condições de trabalho e contra a violência de gênero se torna ainda mais urgente diante dos alarmantes números de feminicídio que assolam o país. Em São Paulo, por exemplo, o aumento de mais de 96% nos casos de feminicídio em 2025, e o recorde negativo de 27 feminicídios em janeiro de 2026, revelam a gravidade da situação.
Histórias como as de Cibelle Monteiro Alves, Vitória Regina de Sousa e Tainara Souza Santos, vítimas de violência extrema, ecoam a necessidade de ações mais efetivas.
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A Falta de Apoio Governamental
Diante de uma realidade tão brutal, a falta de compromisso do governo estadual com políticas públicas de proteção às mulheres é motivo de grande preocupação. A redução de recursos destinados à Secretaria de Políticas para a Mulher, em comparação com o orçamento de 2025, e a má execução das políticas públicas existentes, evidenciam a necessidade de uma mudança de prioridades.
Um Chamado à Ação
Para combater o feminicídio, é fundamental implementar uma política integrada, que inclua educação para igualdade de gênero, fortalecimento da rede de acolhimento, funcionamento pleno das Delegacias da Mulher 24horas, casas de abrigo e políticas de autonomia econômica.
A Lei Maria da Penha precisa sair do papel e as mulheres brasileiras clamam por um futuro onde possam trabalhar com dignidade, viver sem medo e ocupar todos os espaços, inclusive o poder. A luta por igualdade de gênero é, em última análise, a construção de uma sociedade mais justa e democrática.
