No sábado, 21 de março, a Praça do Tambor, no Centro de Porto Alegre, será palco de um evento que une geração de renda, cultura e debate político. A Feira da Vivi, organizada pelo Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região, celebra seu quarto ano de realização, consolidando-se como um espaço de encontro e reflexão para mulheres.
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A iniciativa, que ocorre das 10h às 18h, integra a programação do Mês da Mulher e busca fortalecer o protagonismo feminino através da economia solidária, oferecendo uma oportunidade de visibilidade e construção coletiva.
Um Espaço de Conexão e Produção
Desde 2023, a feira homenageia a ex-diretora Virginia Farias, conhecida como Vivi, e se tornou um ponto de convergência para trabalhadoras que desenvolvem seus próprios negócios e produzem artesanato. A secretária-geral do SindBancários, Sabrina Muniz, destaca que a feira foi pensada para garantir um espaço para as mulheres no cenário econômico. “Já é o quarto ano que realizamos a feira, estimulando a economia solidária.
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Muitas bancárias têm um negócio próprio, produzem artesanato”, afirma Muniz.
Participação Comunitária e Diversidade Cultural
A programação da Feira da Vivi é diversificada, abrangendo bancas de artesanato com produtos como crochê, pintura, cosméticos naturais, roupas e acessórios, além de atividades culturais e espaços de convivência. Estão previstas rodas de conversa, apresentações de slam e dança, e shows com artistas renomados como Roberta Moura, Trio Mandê e Preta Guedes.
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O evento também oferece opções de alimentação e um espaço kids, garantindo um dia completo para toda a comunidade.
Símbolos de Resistência e Reflexão
Um ponto alto da feira é a instalação de um banco vermelho na praça, uma ação simbólica de enfrentamento à violência de gênero. A iniciativa visa criar um espaço de reflexão e conscientização sobre o tema. “A ideia é deixar um símbolo que contribua para a reflexão da sociedade”, explica Muniz.
A programação inclui rodas de conversa sobre feminicídios, apresentações musicais e um momento de slam com a artista Mica.
Economia Solidária e Autonomia Financeira
Além da dimensão cultural, a Feira da Vivi reforça o papel da economia solidária como ferramenta de autonomia financeira e valorização do trabalho das mulheres. Ao incentivar a produção própria e a circulação de renda entre trabalhadoras, a feira se insere em um movimento mais amplo de luta por direitos e reconhecimento. “A vida vai além do trabalho”, ressalta Muniz.
Para o SindBancários, iniciativas como a Feira da Vivi expressam a importância de espaços de convivência e encontro entre as trabalhadoras. O sindicato acredita que a cultura, o esporte e a economia solidária são estratégias importantes na organização coletiva e na construção de alternativas sociais. “É uma oportunidade de estarmos juntas, construindo uma sociedade melhor e lutando pelo futuro, que ainda são uma realidade que nos atravessa e exige debate permanente.
Seguiremos falando, em marcha e em luta, até que todas sejamos livres”, conclui a dirigente sindical.
