Previsões do Federal Reserve e Mercado de Trabalho
O J.P. Morgan projeta que o Federal Reserve deverá aumentar a taxa de juros dos Estados Unidos em 2027. Enquanto isso, Barclays e Goldman Sachs, junto ao Morgan Stanley, adiaram suas previsões de cortes na taxa para meados de 2026, uma vez que os dados indicam que o mercado de trabalho não está se deteriorando rapidamente.
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O J.P. Morgan retirou sua expectativa de redução em janeiro, prevendo um aumento de 25 pontos-base na taxa de juros no terceiro trimestre de 2027. O Macquarie, por sua vez, reafirmou sua previsão de alta para o quarto trimestre de 2026.
Dados do Mercado de Trabalho
Dados divulgados na sexta-feira (9) mostraram uma queda na taxa de desemprego para 4,4% e um crescimento salarial robusto, sugerindo que o mercado de trabalho permanece estável. Isso eleva as expectativas de que o banco central mantenha o custo de empréstimos inalterado em sua reunião de janeiro.
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O J.P. Morgan comentou que, se o mercado de trabalho enfraquecer nos próximos meses ou se a inflação cair significativamente, o Fed poderá considerar cortes de juros ainda este ano. Contudo, a expectativa é de que o mercado de trabalho se aperte até o segundo trimestre, com um processo de desinflação gradual.
Apostas do Mercado e Expectativas
Os operadores estão apostando em 95% de chance de que o Fed mantenha os juros inalterados em janeiro, segundo a ferramenta CME FedWatch, um aumento em relação aos 86% anteriores à divulgação dos dados. Goldman Sachs e Barclays, que previam cortes em março e junho, agora esperam uma redução de 25 pontos-base em setembro e dezembro.
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Goldman Sachs também revisou sua previsão, afirmando que, se o mercado de trabalho se estabilizar, o FOMC poderá passar do gerenciamento de risco para a normalização. A probabilidade de recessão nos EUA foi reduzida de 30% para 20% nos próximos 12 meses.
Revisões e Conflitos de Interesse
O Morgan Stanley alterou suas previsões para cortes na taxa de juros, agora projetando para junho e setembro, ao invés de janeiro e abril. Wells Fargo e BofA Global Research mantiveram suas apostas em cortes para março/junho e junho/julho, respectivamente.
O BofA destacou que os dados sugerem que o crescimento equilibrado do emprego pode estar caindo mais rapidamente do que o Fed admite. Enquanto isso, a tensão entre o presidente Donald Trump e o presidente do Fed, Jerome Powell, aumentou, com Powell criticando a tentativa de Trump de influenciar a taxa de juros.
