A Federação Senegalesa de Futebol promete lutar contra a retirada do título da Copa Africana de Nações, considerada uma injustiça. Entenda essa polêmica!
A Federação Senegalesa de Futebol (FSF) anunciou que irá combater a decisão da Confederação Africana de Futebol (CAF) que retirou de Senegal o título da Copa Africana de Nações. O presidente da FSF, Abdoulaye Fall, descreveu essa medida como uma injustiça. “Diante desse roubo administrativo, a FSF se recusa a aceitar.
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Vamos lutar uma cruzada moral e jurídica”, declarou.
A defesa de Senegal também se manifestou de forma contundente contra a decisão. O advogado Juan de Dios Crespo Perez afirmou que o veredito “é tão grosseiro, absurdo e irracional” que não pode ser considerado uma justiça esportiva. Segundo ele, essa decisão viola princípios fundamentais do futebol, como a regra que estabelece que as decisões da arbitragem são definitivas.
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“Se isso for mantido, campeões da Copa do Mundo poderão ser decididos em escritórios de advocacia, e não em campo”, enfatizou. A FSF já apresentou um recurso na tentativa de reverter a perda do título. Senegal havia conquistado a vitória na final realizada em Rabat, no dia 18 de janeiro, ao vencer o Marrocos por 1 a 0, com um gol marcado na prorrogação.
Durante a partida, a equipe senegalesa chegou a deixar o campo em protesto contra a marcação de um pênalti considerado decisivo. A CAF, então, determinou a derrota por desistência, anulando o resultado obtido em campo. Serge Vittoz, membro da equipe jurídica, afirmou que o grupo está tentando acelerar o julgamento no Tribunal Arbitral do Esporte (CAS), que normalmente leva de nove a 12 meses.
Os advogados também questionam a ausência de uma explicação formal para a decisão da CAF. “Para ser válida, uma decisão precisa ser justificada. Isso não ocorreu, então Senegal continua sendo campeão africano”, concluiu Vittoz.
Classificado para a Copa do Mundo, Senegal enfrentará a Seleção Peruana de Futebol em Paris.
Autor(a):
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.