Fecombustíveis Alerta sobre Aumento de Preços de Combustíveis
A Fecombustíveis, que representa sindicatos patronais de aproximadamente 45 mil postos de combustíveis no Brasil, informou nesta quinta-feira que recebeu relatos sobre o aumento dos preços por parte das distribuidoras. Essa elevação é atribuída à alta do petróleo no mercado internacional, em decorrência do conflito no Golfo Pérsico.
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Segundo a entidade, o mercado é livre, e cada posto tem a autonomia para decidir se irá repassar ou não os aumentos de custos, de acordo com a lógica da concorrência e as estratégias de cada empresa. O reajuste ocorre mesmo com a Petrobras, responsável por cerca de 70% do abastecimento no país, mantendo seus preços inalterados.
Impactos do Conflito no Preço do Petróleo
O abastecimento do mercado também conta com combustível importado e refinarias privadas, que estão reagindo à alta do petróleo, conforme destacou a Fecombustíveis. A entidade ressaltou que os preços nacionais são influenciados pelos valores praticados no exterior.
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Os postos revendedores, considerados o último elo da cadeia de comercialização, enfrentam o aumento dos custos para adquirir combustíveis das distribuidoras, o que pode refletir nos preços ao consumidor. Além disso, refinarias privadas, como Mataripe (Bahia) e Clara Camarão (Rio Grande do Norte), tendem a seguir os preços internacionais.
Flutuação dos Preços do Petróleo
Desde o início dos ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã, os preços do petróleo dispararam, gerando riscos de navegação no Estreito de Ormuz, que é responsável por 20% do petróleo global. Nesta quinta-feira, o petróleo Brent subiu US$4,01, atingindo US$85,41 por barril, enquanto o West Texas Intermediate teve um aumento de US$6,35, alcançando US$81,01, o maior valor desde julho de 2024.
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A Petrobras está avaliando a situação do mercado, evitando repassar a volatilidade global aos preços internos. Contudo, com a alta dos preços internacionais, a defasagem em relação ao produto importado chegou a cerca de 30%, a maior desde 2022, segundo o Goldman Sachs.
Reações do Setor e Expectativas Futuras
Sérgio Araujo, presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), comentou que compreende a decisão da Petrobras de aguardar uma estabilização do mercado antes de reajustar os preços, mas acredita que já é o momento de aumentar os valores internos.
Ele alertou para o risco de desestimular as compras pelos importadores.
A distribuidora Ipiranga, uma das maiores do Brasil, afirmou que monitora constantemente as condições do mercado e pode realizar ajustes comerciais, sempre em conformidade com a legislação. A empresa destacou que o preço final nos postos é definido pelos revendedores, em um mercado que opera sob o princípio da livre concorrência.
As outras principais distribuidoras não se manifestaram, mas o IBP, que as representa, afirmou que a formação de preços na cadeia de distribuição é livre, seguindo a dinâmica de oferta e demanda. A Fecombustíveis enfatizou a necessidade de esclarecer os fatos para evitar que os postos revendedores sejam injustamente responsabilizados pelo aumento dos custos operacionais.
