Publicação de Memorandos do FBI sobre Jeffrey Epstein
Na sexta-feira (30), o Departamento de Justiça divulgou uma série de memorandos do FBI, conhecidos como “302s”, que são essenciais na liberação de documentos relacionados ao criminoso sexual Jeffrey Epstein. Esses registros contêm as anotações feitas por agentes do FBI durante as entrevistas com testemunhas, refletindo oficialmente o que foi dito aos investigadores, mas sem incluir tentativas de verificar as informações.
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As vítimas expressaram grande interesse em acessar esses arquivos. Um dos memorandos revela que uma testemunha conversou com o FBI em junho de 2020 sobre a conexão entre Steve Bannon, ex-assessor de Donald Trump, e Jeffrey Epstein. No entanto, a testemunha hesitou em fornecer detalhes, citando que Bannon era “amigo de pessoas poderosas”.
A identidade da testemunha e a maior parte do documento de quatro páginas foram mantidas em sigilo, mas foi registrado que ela tinha experiência na indústria da maconha. Até o momento, Bannon não enfrentou acusações relacionadas a Epstein.
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Entrevista com Virginia Giuffre
Outro memorando revela notas de uma entrevista do FBI com Virginia Giuffre, uma das sobreviventes mais conhecidas de Epstein, que faleceu por suicídio em abril. A entrevista ocorreu em julho de 2013, no consulado dos EUA em Sydney, Austrália, onde Giuffre residia na época.
O documento, que foi parcialmente editado, indica que Giuffre relatou aos investigadores ter trabalhado, na adolescência, no clube Mar-a-Lago, de Donald Trump, e como foi recrutada para o abuso sexual por uma pessoa cujo nome foi omitido, mas que parece ser Epstein.
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A Casa Branca afirmou que Trump expulsou Epstein de seu clube por seu comportamento inadequado, e Trump mencionou que houve um desentendimento entre eles, pois Epstein “roubou pessoas que trabalhavam para mim”, referindo-se a Giuffre. Em relação ao tempo em que Giuffre esteve no clube, Trump declarou anteriormente que “ela não tinha queixas sobre nós… nenhuma sequer”.
