Família de Marielle Franco e Anderson Gomes mobiliza em frente ao STF! Julgamento crucial para condenar os réus do crime hediondo. Acompanhe a busca por justiça e a esperança de que o ato não fique impune
Na tarde de terça-feira, 24 de fevereiro de 2026, os familiares de Marielle Franco e Anderson Gomes se manifestaram em frente ao Supremo Tribunal Federal, aguardando o início do julgamento da 1ª Turma. O objetivo central do grupo é garantir a condenação dos cinco réus acusados de planejar o crime hediondo que ceifou a vida da vereadora e de seu motorista em março de 2018, no Rio de Janeiro.
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A expectativa é de que a decisão da Turma finalize o caso, assegurando que o ato não permaneça impune.
A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, irmã de Marielle, ressaltou a importância do trabalho realizado pela Polícia Federal e a retomada da democracia em 2022 como fatores cruciais para o desfecho do caso. Ela enfatizou que, apesar do reconhecimento do esforço anterior, a retomada da democracia tem um papel fundamental na resolução do caso, assim como o trabalho da Polícia Federal, que, segundo ela, foi “fortemente” relevante.
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A presença de figuras como Marinete da Silva, mãe de Marielle; Antônio Francisco da Silva Neto, pai da vereadora; Agatha Arnaus Reis, esposa de Anderson Gomes; Monica Benicio, viúva de Marielle; Luyara Santos, filha da vereadora, demonstra a união da família em busca da justiça.
A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) aponta cinco mandantes do crime, incluindo um ex-deputado federal do União Brasil e o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Rivaldo Barbosa. A acusação sustenta que os irmãos Brazão, Domingos e Chiquinho, em conjunto com outros indivíduos, planejaram o crime como uma retaliação contra a atuação de Marielle na luta contra a grilagem de terras em regiões ocupadas por milícias.
A denúncia detalha o envolvimento de figuras como Macalé, apelidado de Edmilson da Silva Costa, e Ronald Paulo Alves Pereira, que teriam coordenado a execução e monitorado a rotina da vereadora.
Durante o julgamento, os defensores dos réus apresentaram suas alegações. Domingos Brazão negou qualquer participação no crime, alegando que a acusação busca esconder outras pessoas envolvidas. Chiquinho Brazão também negou envolvimento e criticou a falta de provas baseadas na delação premiada.
Rivaldo Barbosa argumentou sobre a incompetência do STF para julgar o caso, considerando que o delegado não possui foro privilegiado. Ele negou qualquer relação com os irmãos Brazão e qualquer interferência nas investigações.
Ronald Paulo Alves Pereira alegou que o militar e Ronnie Lessa eram inimigos, e que a Polícia Federal não conseguiu comprovar sua participação. Robson Calixto Fonseca, conhecido como “Peixe”, negou qualquer envolvimento com a milícia do Rio de Janeiro, sustentando que a acusação se baseia apenas no acordo de delação premiada com Ronnie Lessa.
O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, validou o acordo de delação premiada com Ronnie Lessa, destacando a importância da colaboração do delator e a corroboração por outros elementos probatórios.
Autor(a):
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.