O ministro Edson Fachin, recém-eleito presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou que assume uma “responsabilidade institucional vasta” e que trabalhará para alcançar o “equilíbrio” nos próximos dois anos à frente da Corte.
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A declaração foi realizada no Seminário Internacional de Ciências Criminais, organizado pelo Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCrim).
“O diálogo sempre é imprescindível, todas as críticas constroem, seja de que cariz forem, mas irei presidir um tribunal que não tem e não terá, de modo algum, tergiversado na defesa do Estado de Direito Democrático”, destacou.
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A declaração de Fachin ocorre em meio à pressão que vem sendo exercida sobre o STF, às vésperas do julgamento da ação penal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e demais réus, que se inicia na próxima terça-feira (2).
Os Estados Unidos, durante o governo de Donald Trump, têm pressionado o STF – e, em particular, o ministro relator do caso, Alexandre de Moraes – a interromper o que consideram “caça às bruxas” contra Bolsonaro. A oposição também aponta um julgamento político e solicita anistia aos envolvidos nos ataques contra os Três Poderes (8 de Janeiro).
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Bolsonaro, militares, ex-ministros, entre outros, demonstram preocupação por terem participado de um plano de golpe contra o resultado da eleição de 2022.
Fachin assume a presidência do Supremo Tribunal Federal em 29 de setembro, substituindo Luís Roberto Barroso. Para o futuro presidente, o STF, “como o Tribunal da Constituição, há de fazer, antes de tudo, proteger a Constituição e a própria democracia”.
Apesar de não haver pressa, não se pode ir devagar quando o sossego parece covardia, afirmou Pinheiro Machado (ex-senador) ao deixar o Senado, diante de um movimento em frente ao prédio do Senado, referindo-se a Fachin.
Fonte por: CNN Brasil